Um homem de 40 anos, suspeito de arremessar uma pedra contra um monitor da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da avenida André Maggi, em Sinop, no último dia 7, compareceu à delegacia de Polícia Civil na manhã desta terça-feira (11) para prestar depoimento.
Em seu depoimento ao delegado Sérgio Ribeiro, o homem alegou que estava há cerca de 5 horas esperando atendimento na UPA e que a demora, a falta de estrutura e a negligência o levaram a agir de forma agressiva. Ele também afirmou que reconhece que sua atitude foi errada e que está disposto a arcar com as consequências, mas que sentiu a necessidade de chamar a atenção para a situação precária da saúde pública em Sinop.
O delegado Sérgio Ribeiro informou que o homem foi intimado a comparecer à delegacia para prestar esclarecimentos sobre o caso. Ele ressaltou que, embora compreenda a frustração do homem com a demora no atendimento, a destruição de patrimônio público não é a forma correta de protestar.
“A gente sabe que a saúde pública, seja em Sinop, no Estado, o atendimento, a quantidade de demandas do cidadão brasileiro, a resposta é muito menor que a necessidade do cidadão. Isso não dá o direito do cidadão de tentar destruir, ou danificar patrimônio público”, disse o delegado.
Ribeiro também incentivou a população a lutar por melhorias na saúde pública, mas de forma pacífica e dentro da lei. “Briguem sim por saúde melhor, até porque a gente paga uma conta muito alta, pagamos impostos demais para os recursos serem mal utilizados, protestem, sim, é um direito de vocês protestarem e exigirem atendimento digno. Não é destruindo o patrimônio público que a gente vai conseguir melhorar a saúde pública”,
afirmou.