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A Margem do Rio e Elza vencem principais prêmios do Festival do Rio

EBC · 12 de outubro de 2026

A Margem do Rio e Elza vencem principais prêmios do Festival do Rio

Margem Rio Elza vencem principais: O cinema brasileiro foi o protagonista da noite de encerramento da 28ª edição do Festival do Rio, que anunciou os.

Margem Rio Elza vencem principais: O cinema brasileiro foi o protagonista da noite de encerramento da 28ª edição do Festival do Rio, que anunciou os vencedores dos Troféus Redentor após dez dias de programação em sa Margem Rio Elza vencem principais — O cinema brasileiro foi o protagonista da noite de encerramento da 28ª edição do Festival do Rio, que anunciou os vencedores dos Troféus Redentor após dez dias de programação em salas de diferentes regiões da cidade. A Margem do Rio , de Enock Carvalho e Matheus Farias, recebeu o prêmio de melhor longa-metragem de ficção , enquanto Elza , de Eryk Rocha, foi escolhido como melhor longa-metragem documentário. A organização informou que o festival recebeu mais de 150 mil pessoas nesta edição. Além disso, Na cerimônia realizada no tradicional Cine Odeon, no centro do Rio, a premiação reuniu produções que abordam diferentes experiências sociais e culturais brasileiras. Margem Rio Elza vencem principais Filho do cineasta Glauber Rocha, Eryk Rocha recebeu o Redentor pelo documentário, que teve sua estreia mundial no festival. Portanto, Em entrevista após a cerimônia, o diretor falou sobre o longo processo de realização do filme, construído em estreita colaboração com Elza Soares, uma das artistas mais marcantes da música brasileira. “Eu tô muito, muito emocionado, porque foi a estreia mundial do filme. Ele nasceu aqui, no Rio, na cidade da Elza, na minha cidade”, afirmou. Segundo o diretor, o projeto atravessou anos de trabalho e incluiu oito anos de filmagens com a cantora. A produção acompanha a trajetória de Elza Soares a partir de sua própria voz, articulando memórias pessoais, música e imagens de arquivo. “É um filme que fala sobre a mulher brasileira, a mulher negra brasileira, fala sobre o Brasil, sobre a luta”, disse Eryk. O cineasta explicou que a narrativa procura relacionar a história da cantora à trajetória do país e às transformações vividas por diferentes gerações . O documentário também incorpora imagens de filmes latino-americanos, que dialogam com as memórias e o imaginário da artista. Para Eryk, o cinema tem a capacidade de reunir linguagens e dimensões históricas. “O cinema é uma linguagem muito potente, muito rica”, afirmou. “Esse filme coloca em confluência o cinema, música e a própria história do Brasil.” O diretor também destacou a proximidade construída com a família de Elza durante a realização do longa. Segundo ele, o acesso à intimidade da artista representou uma responsabilidade e, ao mesmo tempo, um dos maiores presentes de sua trajetória profissional. Melhor ator O prêmio de melhor ator foi para Victor di Marco, por London , filme que teve estreia mundial no Festival de Veneza, em setembro, antes de chegar ao Festival do Rio. Ator, roteirista e diretor, di Marco aproveitou o discurso de agradecimento para falar sobre capacitismo e as barreiras enfrentadas por artistas com deficiência no mercado audiovisual. “Eu sou um ator com deficiência e falo isso com muito orgulho”, declarou. O artista contou que ouviu, no início de sua trajetória, que não poderia atuar por não ter o chamado “corpo de ator”. A experiência, segundo ele, o levou a desenvolver uma técnica própria de interpretação. “Eu desenvolvi uma técnica minha, porque a deficiência pode ser uma inteligência”, afirmou. Ao dedicar o prêmio à avó, que assistia a novelas com ele e o incentivava a reproduzir as cenas, Victor ressaltou a importância do apoio recebido durante sua formação. O ator também defendeu a ampliação das possibilidades de representação de pessoas com deficiência nas telas. “A deficiência é algo sexy e a deficiência é o futuro”, disse. Outros prêmios Na categoria de melhor atriz, o júri concedeu o prêmio ex aequo — quando há vencedoras empatadas — a Isabel Teixeira, por Diário do Fogo , e Grace Passô, por A Professora de Francês . As duas atrizes têm trajetórias ligadas ao teatro e à construção de personagens em diferentes linguagens. O reconhecimento compartilhado foi um dos destaques

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