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Ananias Filho aponta articulação do PT para neutralizar part

Presidente estadual do PL afirma que partidos de centro foram cooptados pelo governo Lula para manter neutralidade na disputa presidencial de 2026.

Presidente estadual do PL afirma que partidos de centro foram cooptados pelo governo Lula para manter neutralidade na disputa presidencial de 2026.

O presidente do diretório estadual do Partido Liberal (PL), Ananias Filho, minimizou o cenário de isolamento da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Para o dirigente, a ausência de coligações em torno do nome do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro não reflete uma falta de apelo político, mas sim o resultado de uma estratégia articulada pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

Atualmente, Flávio Bolsonaro concorre em chapa pura, tendo o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como seu candidato a vice-presidente. Segundo Ananias, o PT, liderado pelo presidente Lula — que busca a reeleição e é o principal oponente do PL —, teria investido fortemente em negociações com legendas de centro.

Em entrevista recente, Ananias Filho detalhou que o objetivo petista foi garantir a neutralidade de siglas que possuem cargos no governo federal e ministérios, mas que não lançaram candidatos próprios ao Palácio do Planalto. O dirigente do PL afirmou que partidos como o PP, o União Brasil — que compõem uma federação — e o Republicanos estariam alinhados aos interesses do atual governo.

Ao ser questionado se a situação configuraria um boicote direto à candidatura de Flávio, Ananias preferiu classificar o movimento como uma articulação para diminuir o alcance da aliança liberal. Ele garantiu, contudo, que o PL já trabalhava com a possibilidade de enfrentar esse cenário de isolamento desde o início do planejamento eleitoral.

O presidente estadual do PL criticou duramente a postura de neutralidade adotada por essas legendas. Para ele, falta coragem política aos dirigentes partidários para assumirem um posicionamento claro. “Eu queria ver se eles tivessem coragem e falassem: ‘Nós não vamos lançar candidatura, nós vamos apoiar candidaturas que são de esquerda’. Não têm coragem. Vão ficar querendo enganar o povo” , disparou.

Ananias ressaltou que, na sua visão, o eleitorado brasileiro possui discernimento suficiente para identificar as movimentações políticas. A estratégia de neutralidade, segundo ele, é uma tentativa de não desagradar o eleitorado conservador enquanto se mantém o apoio prático ao projeto petista.

Vale lembrar que, em diversos estados, as legendas têm adotado posturas flexíveis, declarando apoio a diferentes presidenciáveis ou liberando seus candidatos locais para que sigam os projetos que considerarem mais convenientes para suas realidades regionais.

A corrida eleitoral de 2026 teve seu início oficial no último domingo (16), com a largada das campanhas de Lula, Flávio Bolsonaro e dos demais postulantes ao cargo máximo do Executivo nacional. O primeiro turno do pleito está marcado para ocorrer no dia 4 de outubro, quando o eleitorado decidirá o futuro do comando do país.

Fonte: rdnews.com.br