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Exploração de petróleo e gás no Ártico: UE mantém proibição

Bruxelas reafirma a proibição de exploração de petróleo e gás no Ártico, resistindo à pressão norueguesa. Confira os detalhes desta decisão estratégica.

exploração de petróleo e gás no Ártico — A proibição de novas perfurações de petróleo e gás no Ártico continuará como a posição oficial da Comissão Europeia. A decisão foi confirmada por um porta-voz à reportagem, mesmo diante da intensa pressão exercida pela Noruega, país que busca reverter o veto para expandir suas atividades extrativistas.

A versão revisada da estratégia da União Europeia para o Ártico será apresentada oficialmente em 20 de outubro. O documento ganha relevância em um momento em que a região é vista como estratégica tanto para a defesa do bloco quanto para o cumprimento de metas ambientais ambiciosas.

Segundo o porta-voz da Comissão, a abordagem sobre a moratória permanece inalterada. O objetivo central das políticas europeias é combater as mudanças climáticas e a degradação ambiental, promovendo um desenvolvimento econômico sustentável. Para Bruxelas, novos projetos de combustíveis fósseis na região são incompatíveis com o compromisso climático do bloco.

A manutenção da proibição de exploração de petróleo e gás no Ártico

Manter essa postura reforça a determinação da Comissão, apesar dos apelos da Agência Internacional da Energia e da pressão norueguesa. A Noruega, um aliado energético fundamental, argumenta que a exploração no Ártico funcionaria como um seguro para o abastecimento europeu em tempos de crise.

A questão envolve diferentes posições entre os Estados-membros:

Alemanha, Suécia e Finlândia apoiam a ideia de que novos combustíveis fósseis devem permanecer no subsolo. A Dinamarca enfrenta o desafio de equilibrar suas metas verdes com a autonomia da Groenlândia, que detém vastos recursos minerais. A Noruega, por sua vez, afirma que continuará suas perfurações independentemente das diretrizes europeias. O ministro norueguês da Energia, Terje Aasland, defende que a atividade no Mar de Barents atende aos interesses de ambos os lados. Contudo, a Comissão Europeia mantém o processo de revisão em curso, evitando, por ora, um confronto direto que poderia desestabilizar o fornecimento de energia.

A Noruega consolidou-se como o maior fornecedor de gás natural liquefeito (GNL) para a União Europeia. Dados oficiais indicam que o país respondeu por 54,4% das importações europeias entre janeiro e junho, um aumento em relação aos 52,1% registrados no ano anterior.

Por outro lado, ambientalistas argumentam que o gás norueguês do Ártico representa apenas 1,4% das importações totais da UE. Segundo análises da WWF-Noruega, novos projetos na região só entrariam em produção após 2045, o que seria tardio para as necessidades imediatas do mercado europeu.

A organização destaca que a demanda por gás fóssil na União Europeia deve cair drasticamente até 2040. Em vez de novas explorações, o foco deveria ser a aceleração da energia limpa, eletrificação e eficiência energética, que reduziriam a dependência externa de forma mais eficaz.

Paal Frisvold, da ONG Alliance to Preserve the Moratorium on Oil Drilling in the Arctic, classificou a manutenção do veto como uma vitória importante. Para ele, a decisão envia um sinal claro sobre o compromisso da Europa com a transição energética e o Acordo de Paris.

O tema foi debatido recentemente na Cimeira do Ártico, realizada na Finlândia, com a presença de diversos chefes de Estado. O primeiro-ministro finlandês, Petteri Orpo, defendeu uma abordagem abrangente sobre a segurança na região, que inclui energia, infraestrutura e rotas comerciais.

Além disso, a Comissão Europeia anunciou investimentos de 200 milhões de euros para a Groenlândia. O aporte visa apoiar a produção de energia com baixas emissões de carbono e tecnologias de resiliência, reforçando a estratégia de longo prazo do bloco. Para mais informações, consulte a nossa categoria de notícias.

Fonte: pt.euronews.com