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Candidato a deputado federal, Giovani Mendes defende polític

O neurocirurgião Giovani Mendes propõe a criação de políticas públicas focadas em reduzir a sobrecarga de pais e responsáveis por pessoas neurodivergentes.

O neurocirurgião Giovani Mendes propõe a criação de políticas públicas focadas em reduzir a sobrecarga de pais e responsáveis por pessoas neurodivergentes.

O neurocirurgião e postulante a uma vaga na Câmara Federal, Giovani Mendes (PL), colocou em pauta a necessidade urgente de estruturar e ampliar políticas públicas voltadas especificamente para o suporte aos familiares e responsáveis por indivíduos neurodivergentes. A iniciativa nasce da constatação de que a rotina de cuidados intensivos impacta diretamente a vida pessoal, financeira e a trajetória profissional de pais, mães e avós.

Para Mendes, o olhar do Estado não deve se restringir apenas ao paciente, seja no consultório, no hospital ou durante as terapias. O candidato sustenta que a estrutura familiar que dá suporte ao paciente precisa ser integrada ao planejamento das políticas de assistência e saúde pública.

"Ser pai, mãe ou responsável por uma criança atípica é viver uma rotina cheia de desafios e conquistas, um dia de cada vez e, muitas vezes, sem rede de apoio" , declarou o médico. Ele questiona como a sociedade tem lidado com o desgaste físico e mental desses cuidadores, que muitas vezes se veem forçados a abandonar o mercado de trabalho para se dedicar integralmente ao acompanhamento de seus entes queridos.

O candidato enfatiza o dilema vivido por essas pessoas: "Uma coisa é certa: por trás de quem cuida, também tem uma pessoa que precisa se cuidar, trabalhar e descansar. Mas, como e quando?" . Segundo ele, essa é uma lacuna que precisa ser preenchida por ações governamentais concretas.

Com uma trajetória de 29 anos na medicina, atuando nas áreas vascular e pediátrica, Mendes acumula mais de 5 mil cirurgias realizadas pelo sistema público. Foi essa vivência em atendimentos de alta complexidade que o permitiu observar de perto as dificuldades enfrentadas pelas famílias durante as etapas de diagnóstico e tratamento.

"Focamos muito no paciente e esquecemos a situação de quem cuida do paciente. A pessoa também esquece de se cuidar" , pontua o neurocirurgião. Ele argumenta que a sobrecarga do cuidador transcende a esfera da saúde, afetando também a renda familiar, a educação, a mobilidade urbana e a estabilidade das relações interpessoais.

Diante desse cenário, Mendes defende a implementação de políticas integradas que visem reduzir o peso sobre os cuidadores. Entre as medidas sugeridas, estão mecanismos que garantam acesso facilitado a serviços de saúde, períodos de descanso programado e condições mais favoráveis para que o cuidador consiga conciliar suas responsabilidades com outras atividades cotidianas.

O candidato reforça que a falta de tempo, recursos financeiros e assistência médica para os responsáveis cria um ciclo de vulnerabilidade. "Falta tempo, falta dinheiro, falta saúde, falta um olhar real para aqueles que se dedicam integralmente. Está na hora de ter alguém que olhe para essa pessoa" , afirmou.

A proposta de Mendes também se fundamenta em dados sobre a chamada "sobrecarga do cuidador". Ele cita um estudo brasileiro realizado com 100 cuidadores, no qual 57% dos entrevistados apresentaram níveis de sobrecarga que variam de moderados a severos. Outras pesquisas mencionadas pelo candidato estabelecem uma correlação direta entre a rotina de cuidados e o surgimento de quadros de ansiedade, depressão, estresse crônico e fadiga, comprometendo a qualidade de vida do responsável.

O objetivo de Mendes é levar esse debate para o Congresso Nacional, buscando viabilizar medidas que ofereçam suporte efetivo às famílias de pessoas neurodivergentes. Para ele, o investimento nesse apoio é uma estratégia de ganho coletivo: "Quando essa família recebe apoio, a sociedade toda ganha" , concluiu.

Fonte: midianews.com.br