Cattani atribui adesão de prefeitos a Pivetta ao descontenta
Deputado estadual Gilberto Cattani (PL) comenta apoio de gestores à candidatura de Otaviano Pivetta e nega desorganização interna na legenda.
Deputado estadual Gilberto Cattani (PL) comenta apoio de gestores à candidatura de Otaviano Pivetta e nega desorganização interna na legenda.
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) avaliou que o movimento de prefeitos que declararam apoio à candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao governo estadual está diretamente ligado ao descontentamento de uma parcela de seu partido com a aliança estabelecida com o MDB para o pleito deste ano.
A manifestação do parlamentar ocorreu logo após a entrega, na última terça-feira (18), de um documento formal assinado por 133 dos 142 prefeitos de Mato Grosso, declarando respaldo à reeleição de Pivetta. O grupo de gestores inclui representantes de legendas que, no papel, compõem a coligação de Wellington Fagundes (PL), o principal nome da oposição na disputa pelo Palácio Paiaguás.
Embora o cenário sugira uma divisão, Cattani refutou a ideia de que o episódio reflita uma desorganização estrutural dentro do Partido Liberal. O deputado admitiu, contudo, que certas movimentações estratégicas da cúpula partidária geraram ruídos internos e insatisfação entre os filiados.
"Na minha visão, o partido tomou medidas que não agradaram a todos, como é o caso da união com o MDB. Muitos membros estão insatisfeitos com essa composição, mas a decisão foi tomada e precisamos seguir em frente", declarou o deputado. Para ele, o cenário atual é fruto de escolhas políticas que trazem consequências naturais ao processo eleitoral.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de o apoio a Pivetta configurar uma debandada de lideranças do PL, Cattani minimizou o impacto político da movimentação. O parlamentar defendeu a autonomia dos gestores municipais, argumentando que cada um possui liberdade para definir suas alianças e preferências eleitorais.
O deputado reforçou ainda que a influência política dos prefeitos sobre o eleitorado não é mais absoluta como no passado. "Todo mundo é livre. Além disso, essa ideia de que o prefeito detém o controle dos votos do município já ficou para trás. Atualmente, com o acesso à internet e a informação, o cidadão está muito mais consciente e capacitado para escolher seu próprio candidato", pontuou.
Cattani também descartou qualquer possibilidade de retaliação ou punição aos prefeitos do PL que decidiram caminhar ao lado de Pivetta. Segundo ele, não há fundamento em tentar obrigar gestores a seguirem orientações partidárias contra a sua vontade.
"Que tipo de punição seria aplicada a um prefeito? O gestor é livre, pode até optar por deixar o partido. Não faz sentido algum cogitar sanções a alguém que não possui a obrigatoriedade de permanecer na legenda", concluiu o parlamentar.
Fonte: midianews.com.br