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Censo mapeia 6 espécies de primatas em Alta Floresta

censo mapeia 6 espécies de primatas: Pesquisa inédita em Alta Floresta monitora seis espécies de primatas em áreas urbanas. Entenda o impacto da.

O censo mapeia 6 espécies de primatas que habitam as florestas urbanas de Alta Floresta, no norte de Mato Grosso. O projeto busca avaliar a população desses animais que convivem diariamente com a comunidade local. É comum encontrar macacos circulando por ruas, bairros e até mesmo em estabelecimentos comerciais da região.

O levantamento foi conduzido ao longo deste ano pelo Projeto Reconecta, em colaboração com a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e a Universidade Federal de Viçosa (UFV). Embora o trabalho de campo tenha sido finalizado, os pesquisadores ainda analisam os dados coletados. A intenção é repetir o censo anualmente para monitorar as variações populacionais.

Metodologia do censo mapeia 6 espécies de primatas

Além disso, A equipe de pesquisadores percorreu quatro áreas distintas, incluindo reservas e parques, para realizar o estudo. Em cada localidade, o trabalho de campo durou cinco dias. Foram utilizadas duas técnicas principais para garantir a precisão dos registros:

Transecto linear: pesquisadores caminham lentamente pelas trilhas identificando animais por avistamento ou vocalização. Uso de drones: equipamentos equipados com câmeras térmicas detectam o calor corporal dos primatas sobre a copa das árvores. O biólogo Luan Goebel, pesquisador associado ao Instituto Reconecta, destaca a importância da iniciativa. Segundo ele, o objetivo é identificar as espécies, o número de indivíduos, seus hábitos alimentares e comportamentos. Cada encontro é documentado com coordenadas geográficas e horários precisos para entender a distribuição da fauna.

Portanto, As seis espécies confirmadas na região são o bugio-vermelho, macaco-aranha, macaco-prego, mico-de-Schneider, macaco-da-noite e o zogue-zogue-de-Alta-Floresta. Os resultados finais servirão de base para políticas públicas, como a criação de corredores ecológicos e a instalação de pontes artificiais para a fauna.

Além disso, os dados auxiliarão o programa Alta Floresta Não Atropela. A bióloga Fernanda Abra, coordenadora do Projeto Reconecta, reforça que o acompanhamento contínuo é essencial diante das transformações na paisagem urbana. Confira outras notícias sobre o meio ambiente na nossa categoria dedicada ao tema.

A convivência próxima entre humanos e animais motivou a prefeitura a lançar uma campanha educativa. O objetivo é desencorajar a oferta de alimentos aos primatas. José Alessandro Rodrigues, da Secretaria de Meio Ambiente, alerta que moradores costumavam oferecer restos de refeições e produtos industrializados.

Essa prática, embora bem-intencionada, causa impactos negativos à saúde dos animais. A orientação visa reduzir o risco de transmissão de doenças entre humanos, animais silvestres e domésticos. Alimentos com sal, açúcar ou óleo são prejudiciais e não fazem parte da dieta natural dos macacos.

Fonte: rdnews.com.br