José Roberto Lamacchia: conselheiros pedem saída do
Conselheiros pedem a saída de José Roberto Lamacchia do Palmeiras após compra da SAF do Vasco. Confira agora os detalhes desta polêmica no clube.
O grupo Ocupa Palestra, formado por conselheiros da oposição, manifestou profunda preocupação com a participação de José Roberto Lamacchia na aquisição da SAF do Vasco. O marido da presidente Leila Pereira teve o nome ligado ao negócio após a Almirante Participações, empresa de seu filho, Marcos Lamacchia, vencer o leilão pela compra do clube carioca.
Exigências sobre José Roberto Lamacchia no Palmeiras
Diante do cenário, o grupo de conselheiros divulgou uma nota oficial nesta sexta-feira. O documento apresenta uma série de exigências para preservar os interesses da Sociedade Esportiva Palmeiras. Entre os pedidos, destaca-se a saída imediata de Lamacchia do Conselho Deliberativo do clube alviverde.
Os membros do Ocupa Palestra afirmam que questionaram oficialmente os órgãos internos sobre possíveis conflitos de interesse. Contudo, segundo o grupo, os pedidos de esclarecimento foram negados pela gestão atual. Eles reforçam que a separação entre negócios privados e a administração do clube é fundamental.
A aquisição da SAF vascaína ainda depende de aprovação do Conselho Deliberativo e da Assembleia Geral do Vasco. Além disso, a transação está sob análise da Anresf, que investiga se existe conflito de propriedade ao envolver um empresário ligado a outro clube da Série A.
Para entender o contexto político e esportivo, acompanhe as últimas notícias sobre o dia a dia do Verdão. O grupo de oposição listou medidas que considera essenciais para proteger a instituição:
Desligamento voluntário de José Roberto Lamacchia do Conselho Deliberativo. Interrupção de qualquer benefício direto ou indireto a clubes rivais. Reforço na proteção de dados operacionais e know-how do Palmeiras. Em junho, o próprio Lamacchia confirmou ao mercado que atuava como avalista do filho na operação financeira. Ele ressaltou na ocasião que o acordo estava firmado, desde que Pedrinho permanecesse na presidência do Vasco. O empresário defendeu a independência financeira do filho e a lisura da transação.
Por outro lado, os conselheiros do Ocupa Palestra argumentam que o artigo 33 do Estatuto Social do Palmeiras proíbe condutas contrárias aos interesses da agremiação. Eles entendem que atuar como financiador de um adversário é incompatível com o exercício de um cargo no Conselho.
Além disso, o grupo manifestou preocupação com o uso de estruturas privadas, como aeronaves, que poderiam beneficiar clubes rivais. A nota enfatiza que, acima das divergências políticas, o objetivo central é a defesa da imagem e da integridade do Palmeiras.
Até o momento, a presidência do clube não se manifestou oficialmente sobre as novas exigências do grupo de oposição. O tema deve seguir gerando debates intensos nos bastidores do clube durante as próximas semanas.
Fonte: ge.globo.com