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Custo do frete impacta renda do produtor, afirma Odílio

Odílio Balbinotti defende a expansão ferroviária para reduzir o custo do frete no agronegócio e aumentar a rentabilidade. Confira agora os detalhes.

O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito José Medeiros e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, aponta o custo do frete como um dos maiores desafios para o agronegócio nacional. Segundo ele, a dependência excessiva do modal rodoviário compromete severamente a margem de lucro dos produtores rurais.

Balbinotti destaca que a falta de alternativas logísticas eficientes encarece o escoamento da safra. Como exemplo prático, ele menciona o transporte de soja de Sorriso (MT) até o Porto de Santos (SP), onde o valor do frete atinge R$ 30 por saca. Para o coordenador, a implementação de ferrovias competitivas é urgente para reverter esse cenário.

Impacto do custo do frete na rentabilidade

A expansão da malha ferroviária, incluindo projetos como a Ferronorte, é vista como uma solução estratégica para o Centro-Oeste. Balbinotti estima que a transição para o transporte ferroviário poderia reduzir o custo por saca em cerca de R$ 10. Em termos globais, essa economia representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões anuais para o setor produtivo.

Além da Ferronorte, o projeto da Ferrogrão, que visa conectar Sinop (MT) a Miritituba (PA), é apontado como essencial para o acesso aos portos do Arco Norte. O empresário critica a morosidade na execução dessas obras, citando entraves jurídicos que atrasaram o progresso do projeto por anos no Supremo Tribunal Federal (STF).

Sobre os desafios logísticos e estruturais, destacam-se os seguintes pontos:

A necessidade de reduzir o custo do frete para elevar a competitividade do grão brasileiro. A importância de simplificar o licenciamento ambiental para obras de infraestrutura. O impacto direto dos gargalos logísticos na rentabilidade do agronegócio. Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação que permitia o avanço da Ferrogrão, afastando impedimentos anteriores. Contudo, o início das obras ainda depende de trâmites administrativos e estudos técnicos atualizados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

O debate sobre a infraestrutura ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade do setor. Dados do Cepea/Esalq-USP e da CNA indicam que, embora o agronegócio tenha movimentado R$ 3,20 trilhões em 2025, houve uma retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. Para mais informações sobre o setor, acompanhe a nossa categoria de economia.

Para o coordenador, o ganho de produtividade no campo, fruto de alta tecnologia, precisa ser acompanhado por investimentos estruturantes. Ele defende que a simplificação das regras de licenciamento é fundamental para destravar investimentos bilionários. Dessa forma, o empresário pretende levar essas pautas para discussão junto ao mandato do senador eleito José Medeiros.

Fonte: rdnews.com.br