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Decisão de Gilmar sobre impeachment pode travar agenda do governo no Congresso

Suporte TI · 07 de dezembro de 2025

Decisão de Gilmar sobre impeachment pode travar agenda do governo no Congresso

A decisão liminar do ministro Gilmar Mendes, que mudou as regras sobre pedidos de impeachment contra ministros do STF, abriu um novo foco de tensão entre os

A decisão liminar do ministro Gilmar Mendes, que mudou as regras sobre pedidos de impeachment contra ministros do STF, abriu um novo foco de tensão entre os Poderes. Agora, apenas a PGR (Procuradoria-Geral da República) pode apresentar esse tipo de denúncia ao Senado.

A mudança foi recebida como um recado direto ao Congresso. Especialistas ouvidos pelo  R7  afirmam que a medida deve intensificar o embate entre Senado e STF e criar um cenário em que o governo pode tentar se manter distante da disputa para evitar desgaste. No entanto, o conflito poderia acabar respingando nas articulações do Executivo no encerramento do ano legislativo.

Desgaste entre poderes

Na decisão, Gilmar Mendes disse que os pedidos de impeachment passaram a ser usados com motivação política, o que criaria um “ambiente de intimidação” contra ministros da Corte.

O cientista político André César avalia que o movimento não foi isolado e reflete uma preocupação dentro do próprio Supremo.

“Há um receio real entre os ministros. A possibilidade de um Senado mais hostil colocar afastamentos na pauta sempre foi discutida internamente. A decisão do ministro Gilmar não é algo que se tira da cartola; é uma medida conversada e que já conta com maioria para ser validada no plenário”, avalia.

Para o analista, porém, o efeito imediato é de esgarçamento entre Legislativo e Judiciário. “Se já havia crise, agora uma nova frente foi aberta. O ambiente piora muito e a temperatura sobe em um momento em que isso não era esperado”, ressalta.

O Senado reagiu rapidamente. A articulação para votar ainda neste ano uma  nova Lei do Impeachment ganhou força , com apoio do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, e previsão de que o texto seja pautado na CCJ já na próxima semana.

Efeitos práticos

Para o advogado criminalista Fábio Souto, a decisão tem impacto imediato sobre pedidos já protocolados no Senado.

“Por se tratar de regra processual, a liminar estanca pedidos que não tenham sido apresentados pela PGR. A lei de 1950 permitia que qualquer cidadão denunciasse um ministro do STF, mas esse trecho foi retirado pela decisão e agora aguarda confirmação do plenário”, explica.

Se a liminar for confirmada, Souto avalia que a situação pode consolidar uma jurisprudência mais restritiva.

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