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Doenças hepáticas: conheça os sinais silenciosos do fígado

As doenças hepáticas costumam ser silenciosas. Confira os sinais de alerta que o corpo envia e entenda a importância do diagnóstico precoce.

As doenças hepáticas frequentemente progridem de forma silenciosa, mas o organismo pode emitir alertas sutis que não devem ser ignorados. Especialistas destacam que sintomas como fadiga persistente, acúmulo de gordura abdominal e alterações dermatológicas podem indicar disfunções no fígado, exigindo investigação médica imediata. A detecção precoce é fundamental para garantir um tratamento eficaz e evitar complicações graves.

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O fígado é um órgão dotado de uma notável capacidade de regeneração e reserva funcional. Por essa razão, ele consegue manter suas atividades mesmo diante de danos iniciais, o que torna o diagnóstico precoce um grande desafio clínico. A gastroenterologista Lilian Curvelo, do Hospital Israelita Albert Einstein, explica que muitos sintomas são inespecíficos e podem estar associados a outras condições de saúde.

Portanto, a avaliação desses sinais deve ocorrer sempre dentro de um contexto clínico detalhado. Esperar por manifestações severas pode retardar o diagnóstico e reduzir as chances de sucesso terapêutico. Entre os indicadores que merecem atenção, destacam-se:

Cansaço persistente sem causa aparente; Aumento progressivo da gordura abdominal; Alterações na coloração da pele e coceiras intensas; Dificuldades cognitivas, como falhas de memória e confusão mental. O cansaço excessivo, por exemplo, pode surgir devido ao papel central do fígado no metabolismo energético e na regulação de processos inflamatórios. Já o aumento da gordura visceral é um marcador de risco metabólico significativo, frequentemente associado à resistência à insulina e à doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD).

Além disso, a pele pode revelar problemas hepáticos através de coceiras persistentes, vermelhidão nas palmas das mãos ou manchas escuras em áreas como pescoço e axilas. Em estágios mais avançados, o paciente pode apresentar alterações cognitivas, como sonolência diurna, irritabilidade e inversão do ciclo do sono, sintomas que caracterizam a encefalopatia hepática.

O desconforto no lado direito do abdômen, sentido como uma pressão abaixo da costela, também pode indicar um aumento do órgão. Contudo, sinais de alerta graves exigem atenção médica urgente, tais como:

Pele e olhos amarelados (icterícia); Urina escura e fezes claras; Inchaço nas pernas e abdômen; Sangramentos fáceis ou manchas roxas sem traumas. Para diagnosticar essas condições, os médicos utilizam exames de sangue para medir enzimas hepáticas. Contudo, esses testes nem sempre são suficientes, pois é possível apresentar fibrose ou gordura no fígado com resultados laboratoriais normais. Dessa forma, a complementação com exames de imagem, como ultrassonografia e elastografia, torna-se indispensável.

A boa notícia é que muitas patologias hepáticas são controláveis ou até reversíveis quando identificadas cedo. Mudanças no estilo de vida, como a perda de peso, a prática regular de exercícios e o controle de doenças como diabetes e hipertensão, são pilares essenciais. Para mais informações sobre saúde, consulte a nossa categoria de bem-estar.

Por fim, a Dra. Lilian Curvelo reforça que pessoas com fatores de risco — como obesidade, consumo frequente de álcool ou uso contínuo de certos medicamentos — devem realizar avaliações preventivas. O acompanhamento médico constante é a melhor estratégia para evitar a progressão de doenças hepáticas.

Fonte: jornaldematogrosso.com.br