Enviado comercial de Trump critica alinhamento do Reino
O enviado comercial de Trump acusa o Reino Unido de priorizar a UE em vez dos EUA. Confira os detalhes sobre os impasses nas negociações comerciais.
O enviado comercial de Trump , Jamieson Greer, manifestou forte descontentamento com a postura atual do governo britânico. Segundo o representante dos Estados Unidos, a insistência de Londres em seguir as regulamentações da União Europeia cria obstáculos significativos para a ampliação do acordo comercial firmado com a administração de Donald Trump no último ano.
As declarações de Greer ganham destaque em um momento em que o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, busca intensificar a cooperação pós-Brexit com o bloco europeu. Burnham dá continuidade aos esforços iniciados por seu antecessor, Keir Starmer, visando uma reaproximação estratégica com Bruxelas.
Tensões sobre o enviado comercial de Trump e as normas britânicas
Em entrevista ao Financial Times, Greer foi questionado se o Reino Unido estaria aproveitando a autonomia conquistada com a saída da UE. O representante foi direto ao negar, afirmando que as autoridades britânicas frequentemente condicionam suas decisões ao aval de Bruxelas. Essa dependência normativa, segundo ele, torna as negociações com Washington extremamente complexas.
Greer relatou que, ao sugerir a liberalização de mercados e a aceitação de produtos agrícolas e bens fabricados sob padrões americanos, recebe como resposta a necessidade de consultar a UE. Para o governo dos EUA, essa postura é um entrave direto para o avanço das relações comerciais bilaterais.
O cenário político atual envolve diversos pontos de tensão e negociação:
O governo britânico mantém cautela ao alinhar normas para não prejudicar o diálogo com a União Europeia. O primeiro-ministro Andy Burnham reconheceu publicamente que o Brexit impactou negativamente o crescimento econômico do país. Uma cimeira entre o Reino Unido e a UE está prevista para ocorrer ainda antes do encerramento deste ano. Durante uma visita recente a Londres, o presidente francês, Emmanuel Macron, reforçou que Paris e Londres permanecem abertas a discutir o relançamento das relações bilaterais. Além disso, Burnham declarou no parlamento que a população britânica deseja uma cooperação mais estreita, superando a falta de visão estratégica observada desde o referendo.
É importante recordar que, em maio de 2025, Trump e Starmer anunciaram um pacto que reduziu tarifas sobre automóveis de luxo, aço e alumínio britânicos. Contudo, o tema da agricultura permanece sensível. O Reino Unido enfrenta pressões internas sobre a entrada de produtos como etanol e carne bovina dos EUA, devido a preocupações com padrões de segurança alimentar, como o uso de hormônios e processos de cloração.
Por fim, o Reino Unido também firmou compromissos para evitar tarifas sobre medicamentos, aceitando pagar valores mais elevados por certos fármacos norte-americanos. Para mais informações sobre o cenário internacional, acompanhe a nossa categoria de economia ou veja as últimas notícias .
Fonte: pt.euronews.com