Ex-marido se defende no júri e afirma que irmão matou Raquel Cattani por “ressentimento”
Suporte TI · 23 de janeiro de 2026
Alair Ribeiro/TJMT Durante o julgamento realizado nesta quinta-feira (22), no Fórum da Comarca de Nova Mutum, Romero Xavier Mengarde negou ter planejado o
Alair Ribeiro/TJMT
Durante o julgamento realizado nesta quinta-feira (22), no Fórum da Comarca de Nova Mutum, Romero Xavier Mengarde negou ter planejado o assassinato da ex-esposa, Raquel Maziero Cattani. Diante do Tribunal do Júri, ele afirmou que não encomendou o crime e atribuiu a responsabilidade ao irmão, Rodrigo Xavier Mengarde, alegando que o homicídio teria sido cometido por “raiva” ou “ressentimento pessoal”.
Rodrigo, que confessou ter desferido dezenas de facadas contra a vítima em julho de 2024, optou por permanecer em silêncio durante a sessão. Já Romero utilizou o tempo de fala para contestar a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que o aponta como mentor intelectual do crime.
Em seu depoimento, Romero afirmou que o pedido de separação teria partido dele cerca de 30 dias antes do assassinato e sustentou que mantinha pouco contato com o irmão devido ao histórico criminal de Rodrigo.
Alair Ribeiro/TJMT
Contradições e álibi
Ao ser questionado pela acusação sobre os acontecimentos no dia do crime, Romero manteve a versão de que passou parte do tempo com os filhos na casa dos sogros e, posteriormente, seguiu para a residência da mãe, em Tapurah, onde teria permanecido durante a madrugada.
No entanto, o Ministério Público apontou contradições nas declarações. Em fase policial, Romero havia negado qualquer contato com o irmão no dia do homicídio, mas alterou a versão após a apresentação de registros de ligações telefônicas entre ambos. Posteriormente, admitiu ter dado carona a Rodrigo até um posto de saúde, embora negue ter facilitado o deslocamento até o local do crime ou ter pago os R$ 4 mil que o irmão afirma ter recebido para executar o assassinato.
Tese de vingança familiar
Questionado sobre o motivo de ter sido apontado como mandante pelo próprio irmão em depoimentos anteriores, Romero disse desconhecer a razão e sugeriu que Rodrigo poderia estar tentando prejudicá-lo por questões pessoais. “Não sei por que ele me apontou, talvez tenha algum ressentimento comigo”, declarou.
Raquel Cattani, filha do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), foi assassinada dentro de sua propriedade no Assentamento Pontal do Marape. Segundo a acusação, o crime foi premeditado e motivado pela inconformidade de Romero com o fim do relacionamento e com a nova fase da vida da vítima.
O crime