Extremismo e Le Pen serão rejeitados na França, diz Haddad
extremismo e Le Pen: O ministro Benjamin Haddad aposta na derrota do extremismo e de Le Pen nas eleições francesas de 2027. Confira agora a análise sobre o.
extremismo e Le Pen — O ministro francês dos Assuntos Europeus, Benjamin Haddad, manifestou estar “bastante confiante” de que o eleitorado francês irá rejeitar o extremismo e Marine Le Pen nas próximas eleições presidenciais. O governo francês mantém a convicção de que, como em pleitos anteriores, a população optará por não eleger um candidato de extrema-direita para suceder Emmanuel Macron.
As declarações ocorrem em um momento de atenção política, logo após uma sondagem da Elabe indicar que Le Pen, líder do partido Reunião Nacional, lidera as intenções de voto. A pesquisa aponta que a candidata pode alcançar entre 34% e 35,5% na primeira volta. Vale lembrar que, mesmo com uma condenação judicial por desvio de fundos, ela foi autorizada a concorrer ao cargo.
extremismo e Le Pen
Haddad reforçou, em entrevista, que o povo francês tem um histórico de resistência ao populismo e ao euroceticismo. O ministro destacou que, embora as eleições de 2027 sejam desafiadoras, ele não deposita total confiança nas pesquisas atuais. Ele recordou a trajetória de Macron em 2016, quando o atual presidente estava atrás nas sondagens antes de conquistar a vitória.
O cenário eleitoral francês apresenta diversos desafios e pontos de atenção para o futuro do país:
A fragmentação política com cerca de 30 nomes cotados para a disputa. A necessidade de união em torno de um candidato de centro e centro-direita. O impacto das incertezas globais, como a guerra na Ucrânia e a pressão comercial chinesa. O ministro ressaltou que os franceses possuem um forte sentimento europeu e orgulham-se do papel do país no continente. Ele criticou a postura de Le Pen, lembrando que a candidata já defendeu a saída da União Europeia e da zona euro, além de ter mantido proximidade com Vladimir Putin no passado. Segundo Haddad, ela tenta agora apagar esse histórico.
Para enfrentar a ascensão da extrema-direita, o governo defende a entrega de resultados concretos em áreas vitais. O foco deve ser a segurança, a migração e a competitividade econômica. Além disso, o ministro enfatizou a importância de ouvir os eleitores e manter um diálogo constante para responder às suas preocupações diárias.
A corrida eleitoral segue fragmentada, com nomes como Gabriel Attal e Édouard Philippe surgindo como possíveis representantes do centro. Na esquerda, figuras como Jean-Luc Mélenchon e Marine Tondelier também se preparam para o pleito. Haddad acredita que um projeto unificado será apresentado até o final do ano.
Por fim, o ministro alertou que o isolacionismo não é a resposta para as pressões geopolíticas atuais. Ele defende que a França é mais forte dentro da União Europeia e das alianças transatlânticas. Para mais informações sobre o cenário político europeu, acompanhe as últimas notícias em nossa categoria dedicada.
O primeiro turno das eleições presidenciais francesas está agendado para 18 de abril de 2027. Caso nenhum candidato obtenha a maioria absoluta, o segundo turno ocorrerá em 2 de maio de 2027.
Fonte: pt.euronews.com