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França inaugura novo modelo de Serviço Nacional voluntário n

Com foco em 3 mil jovens, o novo programa voluntário de 10 meses substitui o Serviço Nacional Universal francês, visando reforçar as fileiras das forças armadas.

Nesta segunda-feira, 31 de agosto, um grupo de 3.000 jovens, com idades compreendidas entre os 18 e os 25 anos, dá início a uma nova modalidade de Serviço Nacional na França. A iniciativa consiste em um compromisso militar de caráter voluntário, que chega para substituir o Serviço Nacional Universal, projeto estabelecido em 2019 e que foi oficialmente extinto pelo governo francês neste ano.

Os participantes deste programa firmaram o compromisso de prestar 10 meses de serviço. A grade curricular da formação engloba o ensino de disciplina, técnicas de marcha, aprendizado de cânticos militares e o manuseio de armamentos. O cronograma prevê que os recrutas comecem com um período de cinco semanas de treinamento militar intensivo antes de serem alocados em unidades específicas do Exército, da Marinha ou da Força Aérea.

Em termos de benefícios, os voluntários receberão uma remuneração bruta mensal de 800 euros. Além do valor financeiro, o Estado francês garante o fornecimento de alimentação, alojamento e a prestação de serviços de lavandaria para todos os integrantes.

A seleção para esta primeira turma foi realizada a partir da análise de currículos e do nível de motivação dos candidatos, independentemente de possuírem ou não diplomas acadêmicos. De acordo com as diretrizes atuais, todas as missões designadas a esses jovens serão realizadas estritamente dentro das fronteiras da França.

O governo estabeleceu metas ambiciosas para o projeto: a intenção é alcançar a marca de 10.000 voluntários anuais em uma etapa inicial, com o objetivo de expandir esse contingente para até 50.000 jovens incorporados até o ano de 2035.

Para as autoridades militares, a estratégia visa formar um banco de talentos que possa ser absorvido pelos quadros permanentes das forças ou, alternativamente, elevar o efetivo da reserva militar. A medida levanta questionamentos sobre um possível retorno do serviço militar obrigatório, prática observada em nações europeias como Estônia, Grécia, Chipre e Croácia.

Contudo, analistas consideram essa hipótese improvável no cenário francês. Atualmente, o exército do país conta com cerca de 200.000 militares e não possui infraestrutura ou capacidade logística para absorver uma faixa etária inteira, que representaria aproximadamente 700.000 pessoas anualmente.

Além dos entraves operacionais, a delicada situação das finanças públicas francesas atua como um forte limitador. Estima-se que o custo total do Serviço Nacional até 2030, considerando a meta de 10.000 jovens por ano, alcance a cifra de mil milhões de euros.

Fonte: pt.euronews.com