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Internação de Daniel Frasson é criticada por enteada

internação de Daniel Frasson: A filha da empresária morta por Daniel Frasson contesta o uso de dinheiro público na internação do acusado. Confira os.

A biomédica Caroline Fernandes, filha da empresária Gleici Keli Geraldo, manifestou indignação pública contra a internação de Daniel Frasson , padrasto e autor do feminicídio de sua mãe. O engenheiro agrônomo, atualmente custodiado em uma unidade de saúde em Cuiabá, tem seu tratamento psiquiátrico custeado pelo Estado, situação classificada por Caroline como uma "piada de mau gosto".

Em suas redes sociais, a filha da vítima questionou o gasto de mais de R$ 200 mil dos cofres públicos com o acusado. Ela ironizou a condição de saúde do engenheiro, sugerindo que a esquizofrenia alegada pela defesa seria "seletiva". A manifestação ocorreu logo após a divulgação de imagens de câmeras de segurança pela defesa da família da vítima, que mostram detalhes do crime ocorrido em Lucas do Rio Verde.

internação de Daniel Frasson

Além disso, Gleici Keli Geraldo, de 42 anos, foi assassinada com 21 facadas enquanto dormia, em 24 de junho de 2025. Na mesma ação, a filha do casal, na época com 7 anos, foi atacada com oito golpes, mas sobreviveu. Caroline Fernandes aponta que o comportamento de Frasson registrado nas câmeras contradiz a tese de insanidade mental. Segundo ela, o acusado demonstrou planejamento e consciência ao:

Verificar se as vítimas estavam dormindo; Escolher a arma do crime; Tentar desativar a câmera de segurança do local; Caminhar em círculos antes de executar o ataque. A enteada também relatou detalhes cruéis, afirmando que o acusado teria acordado a criança, pedido desculpas e abraçado a menina antes de esfaqueá-la. Além disso, Caroline destacou que, logo após o crime, o homem enviou mensagens ao irmão, o que reforçaria a lucidez no momento dos fatos. Ela defende que, na falta de vagas em hospitais públicos, o acusado deveria cumprir o tratamento no sistema prisional, como qualquer outro detento.

Portanto, O advogado Rodrigo Pouso Miranda, que representa a família da vítima, reforça a tese de que o crime foi uma escolha deliberada, e não um surto. Ele aponta que, dias antes do assassinato, o casal discutia questões financeiras, como a compra de uma antena Starlink e valores em dinheiro. O advogado também mencionou que a irmã do acusado teria alertado Gleici sobre ameaças, chegando a pedir que as facas da casa fossem escondidas.

A internação de Daniel Frasson é o ponto central de uma disputa judicial. Enquanto a defesa sustenta a tese de que ele não tinha consciência dos atos, o Ministério Público e a família de Gleici contestam a conclusão pericial inicial. Após a anulação de um primeiro laudo, uma nova avaliação por uma junta de três peritos foi realizada.

Além da questão criminal, o caso envolve desdobramentos patrimoniais. Segundo o advogado da família, o acusado teria buscado, no processo de inventário, metade dos bens e aluguéis deixados pela vítima. A decisão final sobre a sanidade mental de Frasson e o prosseguimento do processo agora dependem da análise do Poder Judiciário. Para mais informações sobre o caso, acompanhe a nossa categoria de notícias.

Fonte: midianews.com.br