IPVA vira dor de cabeça para motoristas: quase metade não sabe como pagar o imposto, revela Serasa
Suporte TI · 23 de janeiro de 2026
O calendário virou, mas as contas antigas permanecem. O início de 2024 mantém a tradição de pressionar o bolso dos brasileiros, e o Imposto sobre a Propriedade
O calendário virou, mas as contas antigas permanecem. O início de 2024 mantém a tradição de pressionar o bolso dos brasileiros, e o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) surge como o protagonista dessa tensão. Um levantamento inédito realizado pela Serasa revela um cenário preocupante: 47% dos proprietários de veículos ainda não definiram ou sequer pensaram em como irão quitar o tributo , elevando o risco de inadimplência e endividamento logo nos primeiros meses do ano.
A pesquisa detalha que o IPVA é visto como a despesa mais pesada para quem mantém um carro. Para 38% dos entrevistados , o imposto é o principal “vilão financeiro”, ultrapassando custos rotineiros como manutenção (23%) e combustível (23%).
O impacto é agravado pelo acúmulo de compromissos típicos da sazonalidade — como matrículas, material escolar e parcelas de compras de Natal. O resultado é um índice alarmante de ansiedade econômica: 88% dos motoristas afirmam sentir estresse financeiro neste período.
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Planejamento x Necessidade
Apesar de ser uma despesa previsível e anual, o IPVA ainda pega muitos condutores desprevenidos. Aline Vieira, especialista em educação financeira da Serasa, analisa que a falta de organização retira o poder de negociação do consumidor.
“A falta de planejamento ao longo do ano faz com que o impacto se concentre nos primeiros meses. Quando o consumidor não se organiza, acaba perdendo o poder de escolha e recorre ao parcelamento por necessidade, não por estratégia” , explica a especialista.
Entre os 70% que já decidiram o que fazer, a divisão é clara:
43% vão parcelar o valor;
30% optaram pelo pagamento à vista (visando descontos ou livrar-se da dívida);
27% permanecem indecisos, reflexo direto da insegurança orçamentária.
Histórico de atrasos acende alerta