Lá Vem Noticias

Flexibilização de regras ambientais é exigida por Itália e

Itália e Chéquia pressionam a União Europeia por flexibilização de regras ambientais para proteger a indústria. Confira agora os detalhes desta proposta.

flexibilização de regras ambientais — A Itália e a Chéquia enviaram um alerta conjunto a Bruxelas sobre os riscos de danos duradouros à base industrial da União Europeia. O documento, ao qual tivemos acesso, defende que o bloco precisa aliviar o peso das suas regras ambientais para evitar uma crise econômica mais profunda.

Este aviso ocorre em um momento de choque energético sem precedentes. As capitais europeias demonstram uma pressão crescente para proteger o setor industrial nacional, visto que os custos elevados de energia e carbono colidem diretamente com as metas de descarbonização estabelecidas pelo bloco.

Flexibilização de regras ambientais na União Europeia

Na carta, os países destacam que a combinação de preços de energia elevados, custos de carbono e combustíveis caros ameaça a competitividade europeia. Segundo o texto, esse cenário pode acelerar a deslocalização da produção e a fuga de investimentos para fora do continente.

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, reuniu-se com o homólogo checo, Andrej Babiš, em Praga na última semana. O objetivo foi coordenar um plano de ação estratégico antes da cimeira de líderes da UE, que ocorrerá em breve em Bruxelas. Confira as últimas notícias sobre o tema.

Roma e Praga focam suas críticas no mercado de carbono do bloco e nas normas sobre metano. Eles buscam formar uma coligação mais ampla no Conselho Europeu para propor intervenções específicas que tragam alívio econômico imediato às fábricas.

As propostas conjuntas incluem medidas fundamentais para o setor industrial:

Prorrogação das licenças de emissão gratuitas para a indústria pesada no Sistema de Comércio de Emissões (ETS). Congelamento da eliminação gradual de licenças gratuitas para setores afetados pelo imposto de fronteira sobre o carbono. Implementação de intervenções temporárias que preservem os objetivos climáticos de longo prazo. O tema da competitividade industrial deve ocupar um lugar de destaque na agenda da reunião dos líderes da UE, marcada para o dia 15 de outubro. Embora as exigências impliquem mudanças significativas na aplicação das regras climáticas, os países argumentam que são passos necessários.

O ministro da Defesa da Itália, Guido Crosetto, defendeu publicamente a suspensão do ETS até que a economia apresente sinais de melhora. Em suas redes sociais, ele classificou o imposto atual como injusto e insustentável diante da concorrência internacional.

Além disso, outros países demonstram preocupações similares. O ministro da Energia da Áustria, Wolfgang Hattmannsdorfer, reforçou a necessidade de um "patriotismo econômico". Para ele, manter a produção na Europa é vital para a riqueza regional e a manutenção dos padrões ambientais.

Dessa forma, a iniciativa de Meloni e Babiš reflete um esforço mais amplo entre as capitais europeias. O objetivo central é garantir que a implementação das políticas climáticas não sacrifique a saúde financeira da indústria do bloco.

Fonte: pt.euronews.com