NFL no Maracanã: entenda o novo atrito entre Vasco e
A realização da NFL no Maracanã gerou novos conflitos entre o Vasco e a gestão do estádio. Confira agora os detalhes desse desgaste institucional.
A realização de um jogo da NFL no Maracanã , marcado para este domingo entre Dallas Cowboys e Baltimore Ravens, trouxe à tona novos atritos entre o Vasco e o consórcio que gere o estádio. O clube cruz-maltino, que planejava ações de marketing vinculadas ao evento, viu parte de seu planejamento ser frustrado por um veto inesperado da administração do local.
O Vasco havia desenvolvido uma coleção de camisas em colaboração com a própria liga americana e a marca Approve. O cronograma incluía a instalação de um ponto de venda no estádio e a exibição de um vídeo promocional nos telões. Contudo, o clube foi surpreendido com a notícia de que todas as atividades comerciais haviam sido proibidas pelo consórcio.
Impactos do veto da NFL no Maracanã
Diante da negativa, a diretoria vascaína precisou redirecionar a comercialização dos produtos para uma loja situada no bairro do Leblon, na Zona Sul carioca. O episódio é visto como mais um capítulo de uma relação tensa entre o Vasco e a gestão do estádio, composta por Flamengo e Fluminense.
O histórico recente de desentendimentos inclui episódios significativos:
Negativa de uso do estádio para jogos contra Vitória e Palmeiras, pela Copa do Brasil. Indefinição sobre o mando de campo na semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors. Divergências sobre o cumprimento de cláusulas contratuais de utilização do gramado. A questão envolvendo o confronto contra o Boca Juniors é crítica, pois o regulamento da Conmebol exige uma capacidade mínima de 30 mil lugares, o que impede a realização da partida em São Januário. O Vasco formalizou o pedido para atuar no Maracanã, mas ainda aguarda uma resposta oficial do consórcio.
O consórcio justifica as negativas citando a preservação do gramado, que enfrenta uma agenda intensa de partidas. Vale lembrar que, logo após o compromisso do Vasco, o Flamengo terá um duelo decisivo pela Libertadores no mesmo palco. Para mais informações sobre o cenário esportivo, acompanhe a categoria de esportes.
O presidente Pedrinho, insatisfeito com a situação, endureceu o discurso na última sexta-feira. Ele declarou que pretende levar o clássico contra o Flamengo para São Januário, buscando exercer seu direito de mando de campo no Brasileirão. O dirigente questionou os critérios de segurança utilizados pelo BEPE para jogos de risco.
Pedrinho ressaltou que São Januário recebe partidas contra grandes clubes nacionais sem intercorrências. Ele argumenta que, se a segurança é garantida para eventos de grande porte, como o Réveillon, não haveria motivo para restrições em clássicos. Portanto, o clube busca autonomia e pretende deixar de depender da liberação do Maracanã para seus jogos principais.
Fonte: ge.globo.com