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Maximizar o retorno científico da ISS é prioridade, diz

maximizar o retorno científico: Thomas Pesquet defende que a Europa deve intensificar pesquisas na ISS antes de 2030. Confira agora os desafios da soberania.

O astronauta francês Thomas Pesquet defende que a Europa e a França devem focar em maximizar o retorno científico da próxima missão privada da Agência Espacial Europeia (ESA) na Estação Espacial Internacional (ISS). Pesquet comandará a missão PAM-6, prevista para o verão de 2027, em um momento crucial para a exploração espacial.

A importância de maximizar o retorno científico da ISS

Durante a Cimeira Internacional do Espaço, em Paris, o astronauta ressaltou que a ISS aproxima-se de sua aposentadoria. A estrutura deve ser desativada e desorbitada em 2030, devido ao desgaste dos sistemas e à transição para atividades comerciais. Portanto, o tempo disponível para pesquisas de alta complexidade é limitado.

A ESA, responsável pela seleção e treinamento de tripulantes, enfrenta o desafio de garantir espaço para seus astronautas em missões de longa duração. Como a Europa ainda não possui uma nave tripulada própria, a dependência de parceiros internacionais torna-se um ponto de atenção estratégica. Confira outras últimas notícias sobre o setor.

O cenário geopolítico atual impulsiona a busca por maior autonomia. Segundo Pesquet, a estabilidade nas parcerias globais tornou-se rara, o que exige que a Europa desenvolva suas próprias capacidades. Esse movimento é reforçado por fatores como:

A necessidade de soberania tecnológica frente a conflitos globais. O aprendizado estratégico com o uso de redes como a Starlink em zonas de guerra. O investimento recorde da ESA de 22,3 mil milhões de euros para o período 2026-2028. Apesar das tensões na Terra, Pesquet destaca que a cooperação entre tripulações de diferentes agências, como ESA, NASA e Roscosmos, permanece profissional. Ele enfatiza que a segurança e a inteligência coletiva prevalecem sobre as divisões políticas durante as missões em órbita.

Géraldine Naja, diretora de transporte espacial da ESA, reforça que a Europa precisa acelerar seus investimentos. Atualmente, o bloco investe significativamente menos no setor espacial do que potências como os Estados Unidos e a China. O sucesso recente de foguetes comerciais, como o Spectrum da Isar Aerospace, é visto como um avanço necessário.

Por fim, a tecnologia espacial tornou-se um pilar fundamental para a defesa moderna. Ferramentas de comunicação e navegação são indispensáveis para qualquer estratégia de segurança contemporânea. O espaço, portanto, exige atenção redobrada, pois pode se tornar um novo teatro de operações militares no futuro.

Fonte: pt.euronews.com