Mercados europeus sobem após decisão do Fed; dólar atinge
Os mercados europeus operam em alta após decisão do Fed. Dólar atinge máxima de sete semanas. Confira agora a análise completa do cenário econômico.
Os mercados europeus reagiram com serenidade à recente elevação das taxas de juros promovida pelo Federal Reserve (Fed). Na abertura desta quinta-feira, os principais índices, como o Euro Stoxx 50 e o Stoxx 600, registraram valorizações superiores a 0,6%.
O otimismo contagiou diversas praças financeiras do continente. O índice FTSE 100, de Londres, destacou-se com uma alta superior a 1%, enquanto bolsas como a de Paris, Frankfurt, Milão, Madri, Amsterdã e Zurique operaram com ganhos entre 0,2% e 0,7%.
Impacto dos mercados europeus e a alta do dólar
No setor corporativo francês, montadoras e indústrias lideraram o desempenho positivo. A Renault subiu mais de 2%, a Stellantis avançou 1,6% e a Schneider Electric registrou alta de 1,3%. Em contrapartida, o setor de tecnologia apresentou queda, com a Dassault Systèmes recuando 2,4%.
A estabilidade na Europa contrasta com a volatilidade observada em Nova York na quarta-feira. Na ocasião, o Dow Jones caiu 1,2% e o S&P 500 recuou 0,4%, enquanto o Nasdaq permaneceu praticamente estável. Na Ásia, o cenário foi misto, com ganhos em Tóquio e Seul, mas perdas em Hong Kong e Xangai.
Segundo Lorraine Tan, diretora de análise da Morningstar, as reações estavam alinhadas às expectativas do mercado. Contudo, a especialista alerta que o conflito com o Irã deve continuar pressionando a inflação global. Confira mais detalhes nas últimas notícias .
Os movimentos mais expressivos ocorreram no mercado cambial e de títulos:
O dólar atingiu seu maior patamar em sete semanas frente a uma cesta de moedas. O euro desvalorizou 0,5%, sendo negociado próximo a 1,146 dólares. Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA de curto prazo subiram para cerca de 4,72%. A valorização da moeda americana traz efeitos ambivalentes para a Europa. Embora torne as exportações europeias mais competitivas nos Estados Unidos, o dólar forte encarece commodities essenciais, como petróleo e gás, agravando a fatura energética europeia.
No mercado de renda fixa, a rendibilidade dos títulos de dez anos aproximou-se da marca de 5%. Esse movimento reflete tanto o choque energético decorrente da guerra quanto a crescente preocupação com a dívida pública norte-americana.
Atualmente, o mercado precifica uma nova alta de juros até dezembro, com 50% de probabilidade de um ajuste já em outubro. O Goldman Sachs revisou suas projeções e agora antecipa subidas consecutivas nas taxas, alterando sua visão anterior.
Por fim, as atenções dos investidores se voltam para as próximas decisões de política monetária. O Banco da Inglaterra deve manter as taxas inalteradas nesta quinta-feira, enquanto o Banco do Japão é aguardado com expectativa de aumento de juros na sexta-feira.
Fonte: pt.euronews.com