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Missionária e Comando Vermelho: denúncia aponta esquema em

missionária e Comando Vermelho: Ministério Público denuncia missionária e familiares por lavagem de dinheiro e elo com o Comando Vermelho em Mato Grosso.

missionária e Comando Vermelho — A missionária Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida , juntamente com sua mãe, duas irmãs e um primo, foi formalmente denunciada pelo Ministério Público de Mato Grosso. O grupo é suspeito de integrar um esquema de lavagem de dinheiro vinculado à facção criminosa Comando Vermelho, com atuação em Cuiabá.

A denúncia, protocolada na última sexta-feira (11) pelo promotor João Batista de Oliveira, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), detalha a estrutura familiar do suposto núcleo criminoso. Rhavenna, que realizava trabalhos religiosos na Penitenciária Central do Estado (PCE), mantinha um relacionamento com Jonas Souza Gonçalves Junior, o "Batman", apontado como uma das lideranças da organização.

missionária e Comando Vermelho

Além disso, Segundo as investigações, o projeto de evangelização servia como fachada para facilitar o acesso aos detentos. Essa estratégia permitia que Rhavenna e sua mãe transitassem entre diferentes raios do presídio, superando as restrições impostas a visitantes comuns. Dessa forma, elas conseguiam levar e trazer informações, além de atender a demandas específicas dos faccionados.

A denúncia aponta que a missionária não apenas atuava na comunicação, mas também ostentava armamentos em redes sociais e mantinha contato com figuras de alto escalão da facção, como Paulo Witer Farias Paelo, o "WT", tesoureiro do grupo criminoso. Confira mais detalhes sobre o caso na nossa categoria de notícias.

Portanto, O Ministério Público detalhou as funções desempenhadas por cada membro da família no esquema:

Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida: Acusada de lavagem de dinheiro e integração à organização criminosa, sendo o elo principal entre presos e o mundo exterior. Orminda Carlos de Barcelos Almeida: Mãe da missionária, denunciada por auxiliar na comunicação com detentos e na movimentação financeira ilícita. Rhuan Barcelos da Conceição: Primo de Rhavenna, apontado como responsável pelo armazenamento de dinheiro em espécie. Anatany Nina de Barcelos Souza Alves e Lo Rhuama Barcelos de Almeida Gobbi: Irmãs da denunciada, acusadas de realizar depósitos e gerenciar bens provenientes do crime. Além dos familiares, Renildo Silva Rios, conhecido como "Veio", também foi denunciado. Ele é apontado como namorado de Rhavenna e seria uma das fontes dos valores movimentados pelo grupo. A acusação destaca que o uso de múltiplas contas bancárias visava ocultar a origem dos recursos e evitar alertas de órgãos de controle financeiro.

Rhavenna está detida desde 16 de julho, quando foi alvo da Operação Fariseus, conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Draco. Na ocasião, seu pai, o pastor Nivaldo Almeida, também foi investigado, mas não chegou a ser preso. O pastor faleceu na semana passada, vítima de complicações de um câncer, sendo sepultado no dia 6.

O Poder Judiciário agora analisará o documento apresentado pelo Ministério Público para decidir se aceita a denúncia e torna os envolvidos réus no processo. Acompanhe as últimas notícias para atualizações sobre o desdobramento desta investigação.

Fonte: rdnews.com.br