MOTELX celebra 20 anos com destaque para o cinema nórdico
O festival MOTELX encerrou sua 20ª edição em Lisboa premiando produções nórdicas e talentos nacionais. Confira agora os principais vencedores.
O MOTELX , festival internacional de cinema de terror, encerrou sua 20ª edição em Lisboa celebrando duas décadas de sucesso. O evento, que se consolidou como um ponto de encontro para os amantes do gênero, premiou produções de diversas latitudes, com destaque especial para o cinema nórdico.
Destaques do MOTELX e cinema nórdico
A cerimônia de encerramento, realizada no último sábado, consagrou obras que exploram o terror sob diferentes perspectivas. Entre os vencedores, o cinema nórdico garantiu posições de prestígio ao conquistar os prêmios Meliès d'Argent, que classificam os filmes para a disputa do Meliès d'Or em Sitges.
O júri, composto por especialistas como Isilda Sanches, Leone Niel e Teresa Nicolau, selecionou os seguintes títulos europeus:
Mancave , do norueguês Fredrik S. Hana, na categoria de curtas-metragens. No Rest for the Wicked , do dinamarquês Kasper Kalle, na categoria de longas-metragens. O longa dinamarquês, ambientado nas ilhas Feroé durante o século XIX, foi elogiado por sua estética. Segundo os jurados, a obra combina elementos de desejo, religião e morte com uma elegância rara, apresentando paisagens deslumbrantes.
No cenário nacional, o Prémio MOTELX – Melhor Curta de Terror Portuguesa 2026 foi entregue a "A Hora do Chico!", de João Severo e Rafael Sá Carneiro. A produção recebeu um prêmio de 5.000 euros. O júri destacou a maturidade da obra, que utiliza o passado do Estado Novo para construir uma realidade alternativa inquietante.
Além disso, o festival reconheceu outros talentos e categorias. Confira os demais premiados:
Consumido , de [carrozo]: Menção Honrosa pela criatividade narrativa. Hóspede , de Miguel Monteiro Rico: Prémio MOTELX – Melhor Guião de Terror Português. Lexi , de Bruno Simões: Vencedor na secção "Lobo Mau", voltada ao público jovem. Gunman , de Cris Tapia Marchiori: Escolhido pelo público. O evento também prestou homenagens significativas. A cineasta luso-sueca Solveig Nordlund foi agraciada com o Prémio Noémia Delgado, destinado a mulheres de destaque no cinema de terror. Adicionalmente, Julie Corman, viúva do lendário cineasta Roger Corman, foi homenageada durante o centenário de nascimento do produtor norte-americano.
Julie Corman participou de uma masterclass exclusiva, relembrando a trajetória de seu marido. Esta foi sua segunda passagem pelo festival, após ter acompanhado Roger Corman em sua visita como convidado especial na edição de 2017. Para mais informações sobre o cenário cultural, acesse nossa categoria de notícias.
O MOTELX reafirma, portanto, sua importância no circuito internacional de festivais. O público fiel de Lisboa já aguarda as próximas edições, que prometem continuar explorando os limites do medo e da criatividade cinematográfica. Acompanhe as últimas notícias sobre o setor em nosso site.
Fonte: pt.euronews.com