Motorista de BMW vira réu por morte de motociclista em
Justiça aceita denúncia contra motorista de BMW por morte de motociclista na Isaac Póvoas. Confira os detalhes do processo e as qualificadoras do crime.
O motorista de BMW Hercílio Junio Freitas Cordeiro tornou-se réu após o juiz André Barbosa Guanaes Simões, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, aceitar a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O acusado responderá por homicídio qualificado, tentativa de homicídio e infrações ao Código de Trânsito Brasileiro, incluindo embriaguez ao volante, fuga do local e direção sem habilitação.
O magistrado manteve a prisão preventiva do réu, que está detido desde o dia 5 de setembro de 2026. Em sua decisão, o juiz considerou a medida cautelar necessária e adequada para garantir a ordem pública diante da gravidade dos fatos narrados.
Entenda o caso do motorista de BMW
Além disso, Além de aceitar a denúncia, o juiz atendeu a um pedido da promotora Élide Manzini de Campos. Foi determinada uma perícia técnica no módulo do airbag do veículo BMW 530i. O objetivo é extrair dados precisos sobre a velocidade, aceleração e o uso dos freios no momento dos impactos.
A autoridade policial tem o prazo de 15 dias para realizar a extração dos registros da memória interna do carro. Atualmente, o veículo permanece apreendido no pátio da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) de Cuiabá.
Portanto, Os crimes ocorreram na madrugada de 30 de agosto de 2026, na Avenida Isaac Póvoas. Segundo a acusação, o denunciado, sem CNH e sob efeito de álcool, conduzia o veículo em velocidade muito superior à permitida. Confira outras últimas notícias sobre o caso.
A denúncia detalha a dinâmica das colisões:
O primeiro impacto ocorreu no cruzamento com a Avenida Presidente Marques, atingindo uma motocicleta que aguardava o sinal vermelho. Após o primeiro acidente, o motorista fugiu em alta velocidade, sendo registrado por radares a 177 km/h em via de 50 km/h. Cerca de 700 metros adiante, a BMW colidiu com a moto de Paulo Messias Simão Costa, de 23 anos, que faleceu no local. O Ministério Público sustenta que o réu ingeriu bebidas alcoólicas em uma casa noturna antes de dirigir. Testemunhas relataram comportamento agressivo e sinais claros de embriaguez. Após o segundo acidente, o motorista abandonou o carro e permaneceu foragido até se apresentar às autoridades dias depois.
A promotoria argumenta que os crimes foram cometidos com recurso que dificultou a defesa das vítimas. No caso da morte de Paulo, pesam as qualificadoras de perigo comum e a tentativa de assegurar a impunidade de outro crime.
O Ministério Público requer que o réu seja submetido ao Tribunal do Júri. Além disso, a promotoria pede uma indenização mínima de R$ 1 milhão pelos danos causados e a inabilitação definitiva do acusado para dirigir veículos automotores.
Fonte: rdnews.com.br