PF apreende bens de luxo e prende empresária em Cuiabá duran
Ação da Polícia Federal investiga esquema de transporte aéreo de drogas e armas; empresária cuiabana teve joias, dinheiro e veículos apreendidos em sua residência.
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (25), a Operação Bóreas , voltada ao desmantelamento de uma organização criminosa que atuava no transporte aéreo de entorpecentes e armamento. Entre os alvos da ação, conduzida pela unidade da PF no Tocantins, está a empresária cuiabana Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro, que teve um mandado de prisão preventiva cumprido em sua residência na capital mato-grossense.
Durante as buscas realizadas no imóvel da empresária, os agentes federais confiscaram diversos itens de valor, incluindo joias — como relógios, pulseiras e brincos —, além de aparelhos celulares, veículos e uma quantia significativa de dinheiro em espécie. Imagens registradas pela equipe policial mostram montantes em notas de R$ 50, R$ 100 e R$ 200 que foram recolhidos durante a diligência.
Thatiana Rabelo é figura conhecida no setor empresarial de Cuiabá, atuando como sócia e administradora da TRMT Restaurante Ltda., responsável pelo estabelecimento Tatu Bola Bar, situado na Praça Popular. Além do ramo gastronômico, ela consta nos registros como sócia das empresas Pietra Rabelo Semijoias e Rabelo Gestão e Produções. Até o momento, as autoridades não detalharam qual seria a função específica da empresária dentro do esquema criminoso investigado.
A operação, que teve desdobramentos simultâneos em Cuiabá e Palmas, resultou no cumprimento de três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão. As medidas judiciais foram autorizadas pela 4ª Vara Federal de Palmas, que também determinou o sequestro de bens, o bloqueio de valores e a apreensão de aeronaves utilizadas pelo grupo.
O foco principal da investigação é desarticular uma estrutura logística complexa, que envolvia a organização de voos, a utilização de pistas de pouso clandestinas e o suporte necessário para o transporte de cocaína e armas de fogo. Segundo a Polícia Federal, os produtos ilícitos eram oriundos da Bolívia e do Peru, tendo o Brasil como destino final.
Como parte da estratégia para combater a rede criminosa, a PF solicitou a inclusão de dez investigados na lista de Difusão Vermelha da Interpol, visando impedir que os suspeitos deixem o país ou se escondam no exterior. A corporação informou que as investigações seguem em curso para identificar outros possíveis envolvidos e desvendar a extensão total das atividades ilícitas.
Os investigados poderão responder por uma série de crimes graves, incluindo tráfico internacional de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Outras tipificações penais poderão ser adicionadas ao inquérito conforme o avanço da apuração dos fatos e a análise do material apreendido durante a operação.
Fonte: midianews.com.br