Polícia Civil de MT cumpre mandados contra influenciadoras envolvidas com divulgação de cassinos digitais
Suporte TI · 02 de abril de 2025
Polícia Civil de MT cumpre mandados contra influenciadoras envolvidas com divulgação de cassinos digitais
Polícia Civil de MT cumpre mandados contra influenciadoras envolvidas com divulgação de cassinos digitais
Ação é coordenada pela Polícia Civil do Ceará; Em Mato Grosso, foram cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão em Cuiabá e Várzea Grande
A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes de Cuiabá, participa da Operação Quéfren, deflagrada, nesta terça-feira (2.4), simultaneamente nos Estados do Ceará, Mato Grosso, São Paulo e Pará.
O trabalho operacional tem como objetivo efetuar prisões e apreender bens de agentes de plataformas e influenciadores digitais, suspeitos de divulgar, fomentar e estimular a prática de jogos ilegais no Brasil.
Em Mato Grosso, a Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes de Cuiabá cumpriu cinco mandados, sendo um de prisão preventiva e quatro busca e apreensão em desfavor de duas influenciadoras digitais. Uma das suspeitas, com mandado de prisão, foi presa em Várzea Grande. O outro mandado de prisão ainda não foi cumprido e a suspeita segue sendo procurada.
A Operação Quéfren, coordenada pela Polícia Civil do Ceará, visa cumprir cerca de 70 mandados contra agentes de plataformas e influenciadores digitais envolvidos na promoção de jogos de azar e suspeita de lavagem de dinheiro.
Ao todo foram expedidos pelo juízo do 1º Núcleo de Custódia/Garantias da Comarca de Juazeiro do Norte (CE), 13 mandados de prisão, 17 de busca e apreensão, 23 de busca veicular, 15 de bloqueio de bens e valores, entre outras medidas cautelares.
Os alvos das ordens judiciais são das cidades de Juazeiro do Norte, Fortaleza, Itaitinga e Eusébio (CE), São Paulo, Embú das Artes e Santana de Parnaíba (SP), Cuiabá e Várzea Grande (MT) e Marabá (PA).
A investigação
Conforme apurado pela Polícia Civil do Ceará, desde abril de 2024, a maioria dos investigados são agentes de plataformas responsáveis pela contratação de influenciadores digitais para divulgação de cassinos online, através de suas redes sociais para promover sites de apostas não autorizadas e ilegais no país.
As diligências apontam indícios de lavagem de dinheiro, estelionato praticado por parte dos investigados, além da existência de uma organização criminosa articulada de caráter transnacional.
Com milhares de seguidores, os influenciadores digitais gravavam vídeos e imagens com ganhos fictícios em plataformas de cassino online e postavam em suas redes sociais para captar maior número de apostadores.