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Reforma tributária: entenda a proposta que pode encarecer o aluguel em Sorriso, Sinop, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum em 2026

Suporte TI · 15 de fevereiro de 2026

Reforma tributária: entenda a proposta que pode encarecer o aluguel em Sorriso, Sinop, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum em 2026

Divulgação A reforma tributária aprovada por meio da Emenda Constitucional 132 e regulamentada pela Lei Complementar 214 começa a alterar a forma de tributação

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A reforma tributária aprovada por meio da Emenda Constitucional 132 e regulamentada pela Lei Complementar 214 começa a alterar a forma de tributação sobre imóveis e contratos de locação no país. As mudanças podem impactar diretamente o valor dos aluguéis em cidades como Sorriso, Sinop, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum a partir de 2026.

A nova estrutura fiscal cria a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), substituindo tributos atuais. Com isso, contratos de aluguel feitos por empresas ou por pessoas físicas que possuem quatro ou mais imóveis passam a ter incidência adicional de impostos.

Hoje, a tributação sobre rendimentos de aluguel pode chegar a 27,5% via Imposto de Renda. Com a inclusão dos novos tributos, a carga pode subir cerca de 8,4 pontos percentuais, o que tende a aumentar os custos para proprietários — e esses valores podem ser repassados aos inquilinos.

O texto aprovado pelos deputados é, em grande parte, um substitutivo do Senado ao Projeto de Lei Complementar 108, relatado pelo deputado Mauro Benevides Filho. Esse é o segundo projeto que detalha as regras do novo sistema tributário brasileiro.

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Impacto maior em aluguéis por temporada

Os aluguéis de curta duração, como os feitos por plataformas digitais, devem sentir impacto ainda maior. Nesses casos, a carga tributária total pode chegar a até 44% do faturamento bruto, o que aumenta a possibilidade de reajuste nos valores cobrados.

A reforma também prevê maior fiscalização da Receita Federal sobre os rendimentos de locação. A exigência de informações mais detalhadas reduz a chance de omissões e amplia a formalização do setor.

Em 2025, o valor médio dos aluguéis residenciais já acumulou alta de 9,44% no país, acima da inflação oficial. O aumento foi impulsionado pela alta procura e pela oferta limitada de imóveis, cenário que pode continuar em 2026, principalmente em cidades com forte crescimento populacional e econômico, como as do médio-norte de Mato Grosso.

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Daniel B. Meneses/Secom-MT

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