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Richarlison exibe documentos e acusa Flávio Bolsonaro em

Richarlison exibe documentos sobre disputa de ilha em Angra dos Reis e acusa Flávio Bolsonaro. Entenda os detalhes desse caso jurídico. Confira agora.

Richarlison exibe documentos — O atacante Richarlison, jogador do Tottenham e da Seleção Brasileira, utilizou suas redes sociais nesta quarta-feira (21) para expor documentos que, segundo ele, validam a aquisição dos direitos de ocupação de uma ilha de luxo situada em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. O atleta acusa o senador Flávio Bolsonaro (PL) de articular manobras políticas para retirar sua posse sobre o imóvel, que pertence à União.

O jogador afirma que, após a compra, foi procurado por diversos interessados, incluindo o parlamentar. Richarlison alega que, ao recusar as propostas de venda, o grupo teria recorrido a vias judiciais para tomar o bem. O senador, por sua vez, nega qualquer envolvimento na disputa imobiliária.

Richarlison exibe documentos

Além disso, De acordo com o atleta, a negociação foi realizada em outubro de 2020 em parceria com o ex-deputado estadual Alencar da Silveira Júnior. O investimento total teria alcançado cerca de R$ 10 milhões, englobando o pagamento aos antigos posseiros, reformas estruturais e medidas de segurança para evitar invasões. O jogador reforça que todos os trâmites foram validados pela Justiça do Rio de Janeiro.

O conflito ganhou novos contornos em 2022, quando o atacante e seus sócios foram surpreendidos por um mandado de reintegração de posse. A ação foi movida pela empresa M Locadora, representada por um advogado associado a Willer Tomaz. Richarlison aponta irregularidades na tramitação do processo junto à Secretaria do Patrimônio da União (SPU).

Portanto, Entre os pontos levantados pelo jogador, destacam-se:

A alegação de que o pedido de regularização do atleta ficou parado na SPU por 10 meses. A acusação de que o grupo adversário utilizou uma empresa inativa para obter a transferência do patrimônio. A afirmação de que o governo federal teria aprovado a transferência para o grupo de Willer Tomaz de forma acelerada. O atacante ressaltou que tentou resolver a situação diretamente com Flávio Bolsonaro no início do ano, mas não obteve retorno. Ele nega que a exposição do caso tenha motivações eleitorais, justificando a ação como uma busca por transparência.

Em contrapartida, o advogado Willer Tomaz sustenta que adquiriu os direitos sobre o terreno de forma legal, investindo R$ 5 milhões para sanar pendências fiscais. Tomaz classifica os antigos ocupantes como invasores e afirma que os documentos apresentados pelo jogador apenas comprovam o pagamento a posseiros, e não ao proprietário legítimo. Além disso, o advogado nega a participação do senador no litígio, tratando-o apenas como testemunha arrolada pelo ex-deputado Alencar da Silveira Júnior.

O caso também atraiu a atenção de entidades externas. O coletivo Derrubando Muros protocolou uma representação junto ao Ministério Público Federal (MPF) solicitando a investigação do processo de transferência dos direitos de ocupação. O grupo questiona a legalidade da atuação administrativa no caso, ressaltando que o imóvel é patrimônio da União.

Enquanto o imbróglio jurídico segue sem solução definitiva, o jogador também lida com incertezas em sua carreira profissional. Fora dos planos do Tottenham, o atacante teve seu nome especulado em diversos clubes, mas nenhuma negociação foi concretizada até o momento. Para mais informações sobre o cenário esportivo e político, acompanhe as últimas notícias em nossa página.

Fonte: rdnews.com.br