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Robert Eggers discute Werwulf e sua visão de cinema no

O cineasta Robert Eggers apresenta detalhes de Werwulf e discute sua abordagem autoral no Festival Lumière. Confira agora os bastidores da masterclass.

O renomado cineasta norte-americano Robert Eggers , conhecido por obras como The VVitch e Nosferatu , foi o convidado de honra no Festival Lumière, em Lyon. Durante uma masterclass exclusiva, o diretor compartilhou reflexões sobre sua carreira e apresentou as primeiras cenas de seu próximo projeto, Werwulf , um terror focado em lobisomens ambientado na Inglaterra do século XIV.

A visão de Robert Eggers em Werwulf

O longa-metragem, que conta com Aaron Taylor-Johnson, Lily-Rose Depp e Willem Dafoe no elenco, promete ser uma experiência visceral. Eggers destacou que a transformação do lobisomem em seu filme foge dos clichês de Hollywood, focando em uma autenticidade mítica que envolve contorções e um realismo corporal perturbador. O diretor revelou que o filme é narrado quase inteiramente por meio de imagens, permitindo que a história seja compreendida mesmo sem o uso de diálogos.

Além disso, A produção, que explora a intersecção entre violência, animalidade e sexualidade, tem estreia prevista para o início de 2027 na Europa. O cineasta enfatizou que, assim como em seus trabalhos anteriores, a pesquisa histórica foi fundamental para a construção da narrativa. Ele busca capturar não apenas a verosimilhança física, mas o mundo interior dos personagens daquela época.

Durante o evento, Eggers abordou diversos aspectos de seu processo criativo:

A preferência por contar histórias através de imagens, inspirando-se no cinema mudo. O uso de técnicas de enquadramento para manter o olhar dos atores focado na câmera. A importância de preservar elementos do folclore britânico e céltico em suas obras. A aversão a filmagens noturnas, apesar de serem essenciais para o gênero de terror. Portanto, Ao discutir a estética de monstros no cinema, Eggers citou Alien (1979) como sua principal referência. Para ele, o poder de uma criatura reside naquilo que não é totalmente revelado, evitando que a iluminação excessiva exponha a maquiagem e quebre a ilusão do espectador. Ele criticou a tendência atual de expor demais os monstros, o que, segundo ele, retira a ameaça do personagem.

Sobre os rumores de que dirigiria um filme do Batman ambientado nos anos 1930, o diretor esclareceu que se trata apenas de uma especulação da internet. Embora ache a ideia de um Batmóvel estilo Rolls-Royce divertida, ele afirmou que não pretende se dedicar a filmes de super-heróis, preferindo focar em projetos autorais que permitam uma conexão profunda com o passado.

Para mais conteúdos sobre o universo cinematográfico, acompanhe as últimas notícias em nosso portal. Eggers concluiu sua participação reforçando que o cinema deve atuar como um espelho da sociedade, permitindo que o público reflita sobre sua própria identidade e o futuro, mesmo ao explorar períodos históricos distantes.

Fonte: pt.euronews.com