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Rússia recruta bielorrussos para a guerra na Ucrânia

A Rússia recruta bielorrussos para o conflito na Ucrânia com promessas de dinheiro e cidadania. Confira agora os detalhes desta estratégia de guerra.

A Rússia recruta bielorrussos para reforçar suas fileiras na guerra contra a Ucrânia, aproveitando-se da dependência econômica e política de Minsk. O Kremlin enxerga o país vizinho como uma reserva estratégica de pessoal, especialmente após sofrer baixas significativas no conflito. Dessa forma, o governo russo atua com ampla liberdade no território bielorrusso.

Rússia recruta bielorrussos

Nos últimos meses, houve um aumento expressivo de anúncios em redes sociais e aplicativos de mensagens na Bielorrússia. As ofertas aparecem em canais do Telegram, grupos de Viber e páginas locais de classificados. Frequentemente, propostas de alistamento militar surgem ao lado de anúncios comuns de venda de produtos ou serviços.

Investigações apontam que os recrutadores utilizam números de telefone locais para transmitir credibilidade. As mensagens prometem vantagens financeiras substanciais, como pagamentos elevados, auxílio para quitar dívidas e a rápida obtenção da cidadania russa. Além disso, os anúncios sugerem falsamente que o serviço militar seria uma atividade legal dentro do chamado Estado da União.

As principais promessas feitas aos potenciais recrutas incluem:

Pagamentos únicos vultosos e salários mensais atrativos. Auxílio para regularização de créditos e dívidas pessoais. Emissão acelerada de passaporte russo e benefícios sociais. Possibilidade de anulação de pendências judiciais prévias. Contudo, essa prática ignora o Código Penal bielorrusso, que tipifica a participação em conflitos armados estrangeiros como crime de mercenarismo. O governo de Alexander Lukashenko mantém silêncio sobre o tema, evitando confrontar o Kremlin devido à forte dependência financeira. Portanto, muitos cidadãos acabam atraídos para o conflito sem compreender as graves consequências jurídicas.

O perfil dos recrutados é majoritariamente composto por homens de pequenas cidades, indivíduos com baixa renda ou pessoas que enfrentam problemas com a justiça. Ao aceitarem o contrato, esses homens são enviados para a Rússia, geralmente via Smolensk ou Pskov, onde perdem qualquer possibilidade de retorno seguro. Uma vez integrados ao exército russo, muitos são designados para unidades de assalto, onde as taxas de mortalidade são extremamente elevadas.

Especialistas do Instituto para o Estudo da Guerra alertam que Moscou interpreta os acordos do Estado da União para justificar a mobilização. A estratégia russa explora o isolamento informativo e a vulnerabilidade social para transformar a Bielorrússia em uma fonte constante de mão de obra militar. Para mais informações sobre o cenário geopolítico, consulte nossa categoria de notícias ou acompanhe as últimas notícias .

Fonte: pt.euronews.com