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Sinop registra prisões por furto de energia durante operação que também flagrou frigorífico irregular em Poconé

Carlos Almeida · 12 de junho de 2026

Sinop registra prisões por furto de energia durante operação que também flagrou frigorífico irregular em Poconé

Uma operação conjunta de combate ao furto de energia elétrica resultou em prisões e na identificação de diversas irregularidades em municípios de Mato Grosso, c

Uma operação conjunta de combate ao furto de energia elétrica resultou em prisões e na identificação de diversas irregularidades em municípios de Mato Grosso, com destaque para Sinop, onde duas pessoas foram presas em flagrante por ligações clandestinas. A ação faz parte da Operação Energia Limpa, realizada pela Energisa em parceria com a Polícia Civil, Polícia Militar e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Durante as fiscalizações realizadas nesta quarta-feira (10), um frigorífico localizado em Poconé, a 105 quilômetros de Cuiabá, também foi alvo da força-tarefa. No local, os agentes identificaram um transformador de 112,5 kVA ligado diretamente à rede elétrica, sem qualquer sistema de medição, permitindo o consumo de energia sem registro oficial.

Segundo as equipes responsáveis pela inspeção, a estrutura caracterizava furto de energia. O gerente da unidade, que acompanhava a fiscalização, foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Poconé para os procedimentos legais.

Além da ocorrência em Poconé, a operação resultou na prisão de outras quatro pessoas nos municípios de Sinop, Cláudia e Alta Floresta.

Em Sinop, duas pessoas foram detidas após a constatação de irregularidades em uma borracharia e em uma serralheria, onde foram encontradas ligações clandestinas que permitiam o consumo de energia sem o devido registro.

Já em Cláudia, a fiscalização realizada em uma propriedade rural identificou uma ligação irregular que comprometia a medição correta do consumo elétrico.

Em Alta Floresta, uma residência de alto padrão foi flagrada utilizando energia elétrica por meio de uma conexão direta à rede de distribuição, sem a instalação de medidor. Os responsáveis também foram conduzidos à delegacia para esclarecimentos.

De acordo com a Energisa, o furto de energia é considerado crime previsto no artigo 155 do Código Penal Brasileiro, com pena que pode variar de um a quatro anos de reclusão. Além dos prejuízos financeiros, as ligações clandestinas representam riscos à segurança da população, podendo provocar sobrecarga na rede, interrupções no fornecimento, choques elétricos e até incêndios.

A concessionária reforça que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos canais oficiais da empresa ou por meio dos órgãos de segurança pública, através dos telefones 190, 181 e 197.

NORTÃO MT

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