STJ exonera servidor suspeito de vazar minutas a advogado
O STJ exonera servidor investigado por vazar minutas de decisões a advogado amigo de Flávio Bolsonaro. Confira os detalhes desta apuração da PF agora.
O STJ exonera servidor suspeito de vazar minutas de decisões judiciais para o advogado Willer Tomaz, figura próxima ao senador Flávio Bolsonaro (PL). A decisão ocorreu nesta sexta-feira (16), após o tribunal tomar conhecimento de um relatório produzido pela Polícia Federal (PF) e enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR).
Investigação sobre o STJ exonera servidor
Humberto Fontoura Pradera, que ocupava o cargo de secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação (STI), foi o alvo da medida. O tribunal informou que o procedimento interno de apuração já estava em curso desde a semana passada. Como o profissional não era concursado, ocupando um cargo de confiança, a dispensa foi imediata.
Além disso, Conforme o documento da PF, Pradera mantinha trocas de mensagens frequentes com Willer Tomaz. Em um dos episódios, o servidor compartilhou informações sobre demandas internas e chegou a enviar a fotografia de um documento exibido na tela de um computador. Em outra ocasião, ele detalhou o andamento de um Recurso Especial (REsp) específico, explicando os efeitos de uma decisão.
Além da exoneração, o tribunal ressaltou que as medidas criminais seguem sob sigilo. O STJ afirmou que não se manifestará sobre o mérito das investigações em curso. Pradera possuía um histórico relevante no órgão, tendo atuado anteriormente como assessor-chefe da Assessoria de Inteligência Artificial, participando de projetos estratégicos de transformação digital.
Portanto, O relatório da Polícia Federal aponta uma rede de contatos que envolvia outros agentes públicos. Entre os pontos destacados pela investigação, estão:
O compartilhamento de minutas de decisões e pareceres internos do tribunal. A influência direta do advogado em pareceres do subprocurador-geral da República, Antônio Carlos Simões Martins Soares. A existência de planilhas comparativas que mostram trechos idênticos entre as sugestões de Tomaz e os documentos oficiais emitidos. O advogado Willer Tomaz é alvo de diversas apurações, incluindo a Operação Sem Desconto, que investiga fraudes bilionárias no INSS. Além disso, ele é investigado por suposta lavagem de dinheiro envolvendo apostas esportivas. Dados indicam que o advogado movimentou bilhões em plataformas de apostas, tendo sofrido prejuízos milionários.
A PF também identificou que o senador Flávio Bolsonaro foi cadastrado como "usuário master" em uma conta bancária de uma empresa de Tomaz. Para os investigadores, isso sugere uma possível participação econômica ou societária oculta do parlamentar no negócio. A defesa de Willer Tomaz nega qualquer irregularidade.
Em nota oficial, os representantes do advogado classificaram as acusações como infundadas e afirmaram que sua atuação sempre respeitou as prerrogativas da advocacia. A defesa também questionou o vazamento seletivo de um material que, segundo eles, deveria estar sob sigilo. Para mais atualizações sobre este caso, acompanhe as últimas notícias em nossa plataforma.
Fonte: rdnews.com.br