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Suspeito morre em confronto com a Polícia Civil durante oper

Ian dos Santos, de 30 anos, reagiu a uma abordagem policial em Sinop durante a Operação Dissoluções Forçada, que investiga esquema de lavagem de dinheiro de facção.

Um homem identificado como Ian dos Santos, de 30 anos, morreu após entrar em confronto com agentes da Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (26), em Sinop, município localizado a 481 km de Cuiabá. O episódio ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão no âmbito da Operação Dissoluções Forçada , que visa desarticular um esquema de lavagem de dinheiro operado por uma facção criminosa.

O delegado José Getúlio Daniel, responsável pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop, detalhou que o suspeito não acatou as ordens policiais no momento em que a equipe ingressou no imóvel. Segundo o relato, Ian tentou fugir e sacou uma arma de fogo contra os policiais, o que forçou a equipe a revidar. O disparo efetuado pelos agentes foi fatal, resultando na neutralização do indivíduo.

Conforme as informações levantadas pela autoridade policial, Ian possuía um histórico criminal extenso. Ele já havia sido apreendido por dois homicídios durante sua menoridade e respondia por outros dois assassinatos cometidos após atingir a maioridade. Além disso, o suspeito cumpria uma pena definitiva de 13 anos e era investigado por envolvimento com o tráfico de drogas e crimes que envolviam violência ou grave ameaça. Durante a revista no local, os policiais também localizaram entorpecentes.

A Operação Dissoluções Forçada foi deflagrada pela Draco de Sinop com o objetivo central de desmantelar o fluxo financeiro de uma organização criminosa que atua no tráfico de drogas na região norte de Mato Grosso. Ao todo, a Justiça expediu 48 ordens judiciais, que incluem 18 mandados de busca e apreensão, o bloqueio de até R$ 12 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas, além da suspensão das atividades de seis empresas.

A ofensiva policial ocorre de forma simultânea em diversos estados. Além de Mato Grosso, onde as ações se concentram em Sinop, Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Matupá, foram cumpridos mandados em Loanda (Paraná), Goiânia (Goiás) e São Paulo (São Paulo).

As investigações apontaram que o grupo criminoso utilizava uma rede complexa de pessoas físicas e empresas, algumas delas de fachada, para ocultar a origem ilícita dos valores. A estimativa é que a facção tenha movimentado mais de R$ 12 milhões entre 2024 e 2025. O dinheiro seria proveniente da venda de entorpecentes que chegam pela fronteira, passam por cidades como Pontes e Lacerda e Cáceres, e são distribuídos em municípios como Alta Floresta, Colíder, Peixoto de Azevedo, Sinop, Sorriso e Lucas do Rio Verde.

O trabalho investigativo conseguiu identificar os responsáveis pela contabilidade do tráfico, bem como os operadores financeiros e os líderes da facção que recebiam os recursos. A suspensão das seis empresas visa interromper o ciclo de lavagem e impedir que o capital seja reinvestido em novas atividades criminosas. A Polícia Civil informou que as investigações prosseguem para analisar o material apreendido e aprofundar as provas contra os demais integrantes do esquema.

Fonte: midianews.com.br