TSE anula votos de Garotinho e define vitória do PL no Rio
O TSE anula votos de Garotinho e Douglas Ruas é eleito governador do Rio no primeiro turno. Confira os detalhes da decisão judicial e o impacto político.
TSE anula votos de Garotinho — O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou, nesta quinta-feira (8), a anulação definitiva dos votos destinados ao ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) na disputa pelo governo do Rio de Janeiro. A decisão, tomada por 5 votos a 2, altera o cenário político estadual e viabiliza a proclamação de Douglas Ruas (PL), presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), como governador eleito ainda no primeiro turno.
TSE anula votos de Garotinho
A execução do veredito caberá ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), que realizará a retotalização oficial dos votos neste sábado (10). O órgão informou que aguarda a comunicação formal do TSE para proceder com as medidas necessárias. Enquanto isso, o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), que seria o adversário de Ruas em um eventual segundo turno, anunciou que pretende recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Além disso, A composição do julgamento no TSE contou com os votos favoráveis à anulação dos ministros Floriano Marques (relator), Estela Aranha, André Mendonça, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques. Em contrapartida, os ministros Ricardo Cueva e Sebastião Alves dos Reis Junior divergiram, defendendo a validade dos votos e a manutenção do segundo turno.
Os resultados das urnas no último domingo (4) foram os seguintes:
Douglas Ruas (PL): 49,27% dos votos nominais. Eduardo Paes (PSD): 42,76% dos votos nominais. Anthony Garotinho (Republicanos): 3,17% dos votos nominais. Portanto, Como Garotinho concorria sub judice , seus votos foram contabilizados inicialmente. Com a anulação definitiva, o percentual de Douglas Ruas sobe para 50,88%, ultrapassando a marca necessária para a vitória em primeiro turno. O ministro Floriano Marques destacou que a decisão deve ser executada imediatamente, comunicando o TRE-RJ para as providências cabíveis.
A ministra Estela Aranha reforçou que, após a nova totalização, não haverá necessidade de segundo turno, visto que um candidato atingiu a maioria absoluta. Por outro lado, o ministro Cueva argumentou que a anulação restringe a participação popular, defendendo que os votos deveriam ser tratados como manifestação política do eleitorado.
O tribunal também analisou o pedido de desistência do recurso apresentado pela defesa de Garotinho. Os magistrados rejeitaram a solicitação, sob o argumento de que a decisão só foi tomada após o conhecimento do resultado das urnas. O ex-governador, em nota, justificou sua desistência citando insatisfação com o cenário político, enquanto a Procuradoria-Geral Eleitoral manifestou-se favorável à anulação.
Eduardo Paes criticou duramente o processo, classificando a situação como uma articulação entre Garotinho e o PL para vencer no "tapetão". O ex-prefeito sustenta que a vontade popular manifestada nas urnas exigia a realização de um segundo turno. Para mais informações sobre o cenário político, acompanhe as últimas notícias .
O indeferimento da candidatura de Garotinho pelo TRE-RJ ocorreu devido a uma condenação por desvio de R$ 234,4 milhões da Secretaria de Saúde para ONGs, durante a gestão de sua esposa, Rosinha Garotinho. Embora a defesa alegasse que a suspensão dos direitos políticos expiraria em 2026, o TRE-RJ considerou que o trânsito em julgado ocorreu apenas em 2025, estendendo a inelegibilidade até 2033.
Fonte: midianews.com.br