UFMT finaliza restauração dos painéis da Galeria a Céu Abert
A Universidade Federal de Mato Grosso concluiu a revitalização das obras artísticas expostas nas fachadas do seu Centro Cultural, valorizando a memória regional.
A Pró-Reitoria de Cultura, Extensão e Vivência (PROCEV), vinculada à Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), anunciou a conclusão do processo de renovação dos painéis artísticos fixados nas áreas externas do Centro Cultural da instituição. Esta intervenção faz parte de um cronograma mais abrangente de melhorias estruturais que vem sendo executado em diversas etapas no campus.
O espaço, popularmente denominado como “Galeria a céu aberto” , é composto por cinco obras de grande porte que decoram as fachadas dos blocos do Centro Cultural. O acervo inclui as peças: “Dança de siriri”, de autoria de Zeilton Matos; “Jardins”, assinada por Vicente Paulo; “Maria Taquara”, de Babu 78; “Você é o sonho dos seus ancestrais”, criada por Jean Siqueira; e “Cavaleiros festeiros”, obra original de Nilson Pimenta. No caso desta última, a restauração foi conduzida por Valques Pimenta, filho do artista, que faleceu em 2017.
A professora Divanize Carbonieri, coordenadora de Cultura da UFMT, ressaltou que a iniciativa desempenha um papel fundamental na salvaguarda e na exaltação do patrimônio artístico tanto da universidade quanto do estado de Mato Grosso. Segundo ela, os painéis são produções de nomes de notável relevância regional e, ao estarem integrados às paredes externas, transformam a arte em um elemento constante do cotidiano acadêmico.
“A conservação dessas obras é uma estratégia essencial para preservar a memória das artes visuais mato-grossenses e prestar o devido reconhecimento aos seus criadores” , pontuou a coordenadora. A necessidade da reforma surgiu devido ao desgaste natural sofrido por algumas das pinturas, que haviam sido instaladas há mais de uma década e sofriam com a exposição contínua aos fatores climáticos da região.
Para garantir a fidelidade e a qualidade da restauração, a PROCEV optou por convidar os próprios artistas responsáveis pelas criações originais. Durante o processo, eles tiveram autonomia para restaurar as composições que já existiam ou, caso preferissem, desenvolver novas propostas artísticas baseadas em seus próprios critérios estéticos.
Divanize Carbonieri destacou ainda que a localização das obras em um ambiente de livre circulação democratiza o acesso à cultura. De acordo com a docente, o público não precisa se deslocar até um museu ou galeria fechada para apreciar as peças, pois elas fazem parte do trajeto diário de estudantes, servidores e visitantes que circulam pelo campus universitário.
Olhando para o futuro, a PROCEV já planeja a expansão da “Galeria a céu aberto”. A intenção é utilizar outras superfícies externas do Centro Cultural para receber novas intervenções artísticas, com um olhar atento e prioritário para a participação de mulheres artistas, fortalecendo a representatividade no espaço público da universidade.
Fonte: rdnews.com.br