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União Europeia amplia sanções contra a Rússia: 1.646 novos

A União Europeia amplia sanções contra a Rússia, incluindo 1.646 novos nomes por apoio à guerra. Confira agora os detalhes desta medida histórica.

A União Europeia amplia sanções contra a Rússia em uma medida sem precedentes, adicionando 1.646 novos nomes à sua lista de restrições. O acordo, consolidado por embaixadores em Bruxelas, visa punir indivíduos e organizações que oferecem suporte direto à invasão russa em território ucraniano.

O pacote abrange um total de 743 pessoas físicas e 826 entidades jurídicas. Além disso, a medida inclui 77 parlamentares que participaram das eleições para a Duma de Estado em regiões da Ucrânia ocupadas por Moscou, pleitos amplamente contestados pela comunidade internacional.

União Europeia amplia sanções

A aprovação formal do documento ocorrerá na próxima segunda-feira, durante a reunião dos ministros das Relações Exteriores no Luxemburgo. Após esse rito, a lista completa será divulgada publicamente. As penalidades impostas incluem:

Proibição rigorosa de viagens para os indivíduos listados; Congelamento imediato de bens e ativos financeiros; Interdição total de acesso a financiamento dentro do bloco. Os Estados-membros aceleraram as negociações para demonstrar coesão política diante de recentes ataques híbridos atribuídos ao Kremlin. O bloco já iniciou, inclusive, a análise de novos nomes em resposta a um incidente envolvendo drones no aeroporto de Leipzig, na Alemanha. Para mais informações sobre o cenário geopolítico, consulte a nossa categoria de notícias.

A decisão também busca restaurar a unidade após a polêmica retirada dos oligarcas Alisher Usmanov e Mikhail Fridman da lista negra. A exclusão de Usmanov, solicitada pela França, esteve atrelada a uma troca de prisioneiros com o Azerbaijão. Em compensação, o bloco estendeu a validade da lista de sanções para um período inédito de três anos.

Com essa atualização, o registro total de sanções da União Europeia chegará a quase 4.650 nomes. A alta representante Kaja Kallas celebrou a renovação do prazo, embora tenha reconhecido que o retorno de Usmanov e Fridman à lista é improvável no curto prazo. Segundo Kallas, a decisão final sobre a inclusão de nomes permanece sob a alçada dos Estados-membros.

O episódio levanta debates sobre a política externa comum, que exige unanimidade para decisões cruciais. A Comissão Europeia estuda utilizar a cláusula passerelle para adotar votações por maioria qualificada em questões de sanções. Contudo, o bloco enfrenta um impasse jurídico, já que a alteração dessa regra exige, ironicamente, a unanimidade dos países-membros.

Fonte: pt.euronews.com