Casos de sarampo nos Estados Unidos atingem recorde de 35 anos
Carlos Almeida · 07 de novembro de 2026
Os casos de sarampo nos Estados Unidos superaram 5 mil em 2026, o maior nível desde 1991. Entenda os riscos e o impacto da queda na vacinação. Confira agora.
Os casos de sarampo nos Estados Unidos atingiram um patamar alarmante em 2026, totalizando 5.182 confirmações em todo o território nacional. Os dados foram divulgados pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), a principal autoridade de saúde pública do país.
Este volume representa mais que o dobro das 2.289 ocorrências registradas ao longo de 2025. Trata-se do índice mais elevado contabilizado pelo órgão desde 1991, sinalizando um retrocesso preocupante no controle da enfermidade.
Impacto dos casos de sarampo nos Estados Unidos
As autoridades estaduais de saúde confirmaram pelo menos oito óbitos associados à doença, incluindo vítimas entre crianças pequenas. Especialistas em doenças infecciosas pediátricas, como Adam Ratner, classificaram as mortes como trágicas e totalmente evitáveis por meio da imunização.
O sarampo havia sido declarado erradicado no país no ano 2000, resultado direto de campanhas de vacinação em massa. Contudo, o cenário mudou drasticamente nos últimos anos devido a fatores específicos:
Queda acentuada nas taxas de cobertura vacinal da população. Crescente desconfiança pública em relação às diretrizes de saúde. Discursos céticos que minimizam a gravidade da patologia. O secretário da Saúde, Robert F. Kennedy Jr., enfrenta críticas severas por seu histórico de ceticismo em relação aos imunizantes. Segundo Ratner, a postura de Kennedy contribui para a desinformação, ignorando que o ônus dessas decisões recai sobre as crianças, que não possuem autonomia sobre a própria proteção.
A doença manifesta-se inicialmente com febre, sintomas respiratórios e erupções cutâneas. Em quadros graves, o sarampo pode evoluir para complicações severas, como pneumonia e inflamação cerebral, resultando em sequelas permanentes ou óbito.
Antes da implementação da vacina em 1963, o país enfrentava anualmente entre 400 e 500 mortes causadas pelo vírus. Portanto, a situação atual reacende o debate sobre a importância da ciência na saúde pública. Para acompanhar mais atualizações, acesse a nossa categoria de notícias ou confira as últimas notícias .
Fonte: pt.euronews.com