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Daniel Vorcaro aciona Comissão Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil

Carlos Almeida · 03 de novembro de 2026

Daniel Vorcaro aciona Comissão Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil

A defesa de Daniel Vorcaro denuncia o Brasil à CIDH por violações de direitos humanos e demora do STF. Confira agora os detalhes do caso.

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, formalizou uma denúncia contra o Brasil junto à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) . O objetivo dos advogados é obter apoio internacional para reverter a prisão preventiva do empresário, detido desde março deste ano.

Os representantes legais de Vorcaro sustentam que o cliente sofre violações de direitos humanos. Além disso, apontam que o Supremo Tribunal Federal (STF) mantém pendente, desde 18 de setembro, um pedido de soltura apresentado pela defesa. Até o momento, a Procuradoria-Geral da República (PGR) não ofereceu denúncia formal contra o banqueiro.

Entenda o caso Daniel Vorcaro e a denúncia na CIDH

A equipe jurídica argumenta que a prisão preventiva não passou pela reavaliação obrigatória a cada 90 dias, conforme determina a legislação brasileira. Segundo os advogados, o indiciamento recente feito pela Polícia Federal não constitui acusação formal, tratando-se apenas de um ato unilateral de uma investigação ainda inconclusa.

O processo, que tramita no STF, encontra-se sob responsabilidade do ministro Edson Fachin, presidente da Corte. A defesa ressalta que, como o caso está na instância máxima do país, não existem recursos superiores disponíveis. Portanto, a ausência de uma decisão sobre o pedido de liberdade há mais de 40 dias é interpretada pelos advogados como uma negação do acesso à Justiça.

A petição foi submetida à CIDH no dia 27 de outubro e aguarda análise. Atualmente, Vorcaro permanece custodiado na Papudinha, unidade da Polícia Militar do Distrito Federal situada no Complexo Penitenciário da Papuda.

Recentemente, a Polícia Federal concluiu um inquérito que indiciou Vorcaro e outras 14 pessoas por supostas irregularidades em transações entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). Confira as principais acusações listadas pelos investigadores:

Gestão fraudulenta no sistema financeiro. Prática de lavagem de dinheiro. Formação de organização criminosa. Negociação de R$ 12,2 bilhões em créditos fictícios. Conforme o relatório da Operação Compliance Zero, Vorcaro teria atuado como líder da organização criminosa, centralizando decisões sobre a aquisição e cessão de carteiras de crédito sem lastro. O documento também aponta Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, como o principal articulador institucional que viabilizava as operações dentro do banco público.

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Fonte: rdnews.com.br

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