Taxa de desemprego cai para 5,2% no 3º trimestre, menor nível desde 2012
Carlos Almeida · 01 de novembro de 2026
A taxa de desemprego atingiu 5,2% no terceiro trimestre, o menor índice desde 2012. Confira os dados detalhados sobre ocupação e renda no Brasil.
A taxa de desemprego atingiu 5,2% no terceiro trimestre deste ano, consolidando o menor patamar já registrado para este período específico desde o início da série histórica em 2012. Os dados oficiais foram apresentados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.
Para compreender o cenário atual, é importante notar que o índice de desocupação era de 5,4% no segundo trimestre de 2024. Em comparação com o terceiro trimestre de 2025, quando o índice marcava 5,6%, houve uma redução significativa na parcela da população sem trabalho.
Análise da taxa de desemprego no Brasil
O contingente de pessoas desocupadas no país soma agora 5,6 milhões. Esse número representa uma queda de 4% em relação ao trimestre anterior, o que equivale a 234 mil pessoas a menos buscando uma vaga. Quando comparado ao mesmo período do ano passado, a redução é ainda mais expressiva, atingindo 6,9% ou 417 mil pessoas a menos.
Por outro lado, o mercado de trabalho apresenta números robustos em termos de ocupação. Confira os principais indicadores divulgados pelo instituto:
População ocupada: 103,6 milhões de pessoas, recorde da série histórica. Nível de ocupação: 59% da população em idade de trabalhar, também um recorde. Crescimento anual da ocupação: alta de 1,2%, somando 1,2 milhão de novos postos. Além disso, o nível de ocupação subiu 0,2 pontos percentuais frente ao trimestre imediatamente anterior, que registrava 58,8%. Em relação ao mesmo período do ano passado, o indicador manteve-se praticamente estável, saindo de 58,7%.
Sobre a informalidade, a pesquisa aponta que a taxa ficou em 37,5% da população ocupada. Isso representa cerca de 38,8 milhões de trabalhadores informais. O número mostra uma leve variação em relação aos 37,4% observados no trimestre anterior e aos 37,8% registrados um ano antes.
Quanto ao rendimento, o IBGE destacou que o valor real habitual de todos os trabalhos atingiu R$ 3.790. Embora tenha ficado estável no trimestre, houve um crescimento de 3,6% no comparativo anual, um ganho real de R$ 131. Para mais informações sobre o mercado de trabalho, consulte a nossa categoria de economia ou acompanhe as últimas notícias .
Por fim, a massa de rendimento real habitual alcançou R$ 387,5 bilhões. Este montante é o maior já registrado na série histórica, com um avanço de 1,5% no trimestre e uma alta expressiva de 4,7% em relação ao ano anterior.
Fonte: jornaldematogrosso.com.br